A legislação que o Condie aplica, com o texto em vigor

Guia do Condie. Atualizado em novembro de 2026. Verificado em 10 de outubro de 2026.

Resposta rápida · Guia do Condie

Esta página reúne as disposições legais que o Condie cita, com o texto como está publicado, a ligação à fonte oficial e a data da última verificação. O núcleo do regime do condomínio está no Código Civil (artigos 1414.º a 1438.º-A), no Decreto-Lei n.º 268/94 e na Lei n.º 8/2022, que os alterou. Cada entrada mostra se o texto já foi lido na fonte ou se está por verificar.

Verificado em 10 de outubro de 2026. Mapa de contas do condomínio em Excel

Cada documento que o Condie emite cita a disposição legal em que se apoia: a convocatória cita o artigo 1432.º, a declaração de dívida o artigo 1424.º-A, a carta de cobrança o artigo 6.º do Decreto-Lei 268/94. Esta página reúne todas essas disposições com o texto tal como está publicado, para que qualquer condómino ou administrador possa confirmar a citação na fonte.

Esta página é informativa e não constitui aconselhamento jurídico. Reproduz a lei em vigor e resume o que cada artigo determina; a aplicação a um condomínio concreto depende do título constitutivo, do regulamento e das deliberações da assembleia.

77 disposições: 52 com texto verificado na fonte, 2 lidas no texto oficial do Diário da República e 23 por verificar. Todas as segundas-feiras uma rotina volta a ler cada artigo e assinala qualquer diferença.

Código Civil

Decreto-Lei n.º 47344, de 25 de novembro de 1966. Diploma na fonte oficial

Artigo 1418.º: Conteúdo do título constitutivo (permilagem)

Verificado em 18 de setembro de 2026

O título constitutivo fixa o valor relativo de cada fração, expresso em percentagem ou permilagem do valor total do prédio. É essa permilagem que o Condie usa para repartir despesas e contar votos.

Texto do artigo
Artigo 1418.º Conteúdo do título constitutivo 1 - No título constitutivo serão especificadas as partes do edifício correspondentes às várias fracções, por forma que estas fiquem devidamente individualizadas, e será fixado o valor relativo de cada fracção, expresso em percentagem ou permilagem, do valor total do prédio. 2 - Além das especificações constantes do número anterior, o título constitutivo pode ainda conter, designadamente: a) Menção do fim a que se destina cada fracção ou parte comum; b) Regulamento do condomínio, disciplinando o uso, fruição e conservação, quer das partes comuns, quer das fracções autónomas; c) Previsão do compromisso arbitral para a resolução dos litígios emergentes da relação de condomínio. 3 - A falta da especificação exigida pelo n.º 1 e a não coincidência entre o fim referido na alínea a) do n.º 2 e o que foi fixado no projecto aprovado pela entidade pública competente determinam a nulidade do título constitutivo.

Usado em: Calculadora de quotas, Repartição por permilagem, Contagem de votos em assembleia.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 1424.º: Encargos de conservação e fruição

Verificado em 18 de setembro de 2026

As despesas de conservação e fruição das partes comuns são pagas pelos condóminos na proporção do valor das suas frações, salvo disposição em contrário. É a regra por defeito da repartição das quotas.

Texto do artigo
Artigo 1424.º Encargos de conservação e fruição - [A redação introduzida pela Lei 8/2022, de 10-01, entra em vigor a partir de 10 de abril de 2022] 1 - Salvo disposição em contrário, as despesas necessárias à conservação e fruição das partes comuns do edifício e relativas ao pagamento de serviços de interesse comum são da responsabilidade dos condóminos proprietários das frações no momento das respetivas deliberações, sendo por estes pagas em proporção do valor das suas frações. 2 - Sem prejuízo do disposto no número anterior, as despesas relativas ao pagamento de serviços de interesse comum podem, mediante disposição do regulamento de condomínio, aprovada, sem oposição, por maioria dos condóminos que representem a maioria do valor total do prédio, ficar a cargo dos condóminos em partes iguais ou em proporção à respetiva fruição, desde que devidamente especificadas e justificados os critérios que determinam a sua imputação. 3 - As despesas relativas às partes comuns do prédio que sirvam exclusivamente algum dos condóminos ficam a cargo dos que delas se servem. 4. Nas despesas dos ascensores só participam os condóminos cujas fracções por eles possam ser servidas. 5 - Nas despesas relativas às rampas de acesso e às plataformas elevatórias, quando colocadas nos termos do n.º 3 do artigo seguinte, só participam os condóminos que tiverem procedido à referida colocação. 6 - Caso o estado de conservação das partes comuns referidas no n.º 3 do artigo 1421.º afete o estado de conservação ou o uso das demais partes comuns do prédio, o condómino a favor de quem está afeto o uso exclusivo daquelas apenas suporta o valor das respetivas despesas de reparação na proporção indicada no n.º 1, salvo se tal necessidade decorrer de facto que lhe seja imputável.

Usado em: Aviso de cobrança, Orçamento, Declaração de encargos.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 1424.º-A: Responsabilidade por encargos do condomínio

Verificado em 18 de setembro de 2026

Antes de vender a fração, o condómino pede ao administrador uma declaração escrita com os encargos em vigor e as dívidas existentes; o administrador emite-a no prazo de 10 dias.

Texto do artigo
Artigo 1424.º-A Responsabilidade por encargos do condomínio 1 - O condómino, para efeitos de celebração de contrato de alienação da fração da qual é proprietário, requer ao administrador a emissão de declaração escrita da qual conste o montante de todos os encargos de condomínio em vigor relativamente à sua fração, com especificação da sua natureza, respetivos montantes e prazos de pagamento, bem como, caso se verifique, das dívidas existentes, respetiva natureza, montantes, datas de constituição e vencimento. 2 - A declaração referida no número anterior é emitida pelo administrador no prazo máximo de 10 dias a contar do respetivo requerimento e constitui um documento instrutório obrigatório da escritura ou do documento particular autenticado de alienação da fração em causa, salvo o disposto no número seguinte. 3 - A responsabilidade pelas dívidas existentes é aferida em função do momento em que as mesmas deveriam ter sido liquidadas, salvo se o adquirente expressamente declarar, na escritura ou no documento particular autenticado que titule a alienação da fração, que prescinde da declaração do administrador, aceitando, em consequência, a responsabilidade por qualquer dívida do vendedor ao condomínio. 4 - Os montantes que constituam encargos do condomínio, independentemente da sua natureza, que se vençam em data posterior à transmissão da fração, são da responsabilidade do novo proprietário. Aditado pelo seguinte diploma: Lei n.º 8/2022, de 10 de Janeiro

Usado em: Declaração de dívida.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 1429.º: Seguro obrigatório

Verificado em 18 de setembro de 2026

O seguro contra o risco de incêndio do edifício é obrigatório, tanto para as frações como para as partes comuns. Compete aos condóminos; na sua falta, o administrador celebra-o.

Texto do artigo
Artigo 1429.º (Seguro obrigatório) 1 - É obrigatório o seguro contra o risco de incêndio do edifício, quer quanto às fracções autónomas, quer relativamente às partes comuns. 2 - O seguro deve ser celebrado pelos condóminos; o administrador deve, no entanto, efectuá-lo quando os condóminos o não hajam feito dentro do prazo e pelo valor que, para o efeito, tenha sido fixado em assembleia; nesse caso, ficará com o direito de reaver deles o respectivo prémio.

Usado em: Aviso de seguro, Saúde do edifício.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 1430.º: Órgãos administrativos e votos

Verificado em 18 de setembro de 2026

A administração das partes comuns compete à assembleia e a um administrador. Cada condómino tem tantos votos quantas as unidades inteiras da sua permilagem.

Texto do artigo
Artigo 1430.º (Órgãos administrativos) 1. A administração das partes comuns do edifício compete à assembleia dos condóminos e a um administrador. 2. Cada condómino tem na assembleia tantos votos quantas as unidades inteiras que couberem na percentagem ou permilagem a que o artigo 1418.º se refere.

Usado em: Contagem de votos em assembleia.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 1431.º: Assembleia dos condóminos

Verificado em 18 de setembro de 2026

A assembleia ordinária reúne na primeira quinzena de janeiro, ou excecionalmente no primeiro trimestre, para aprovar as contas e o orçamento. Os condóminos podem fazer-se representar por procurador.

Texto do artigo
Artigo 1431.º (Assembleia dos condóminos) - [A redação introduzida pela Lei 8/2022, de 10-01, entra em vigor a partir de 10 de abril de 2022] 1. A assembleia reúne-se na primeira quinzena de Janeiro, mediante convocação do administrador, para discussão e aprovação das contas respeitantes ao último ano e aprovação do orçamento das despesas a efectuar durante o ano. 2. A assembleia também reunirá quando for convocada pelo administrador, ou por condóminos que representem, pelo menos, vinte e cinco por cento do capital investido. 3. Os condóminos podem fazer-se representar por procurador. 4 - A reunião prevista no n.º 1 deste artigo pode realizar-se, excecionalmente, no primeiro trimestre de cada ano se esta possibilidade estiver contemplada no regulamento de condomínio ou resultar de deliberação, aprovada por maioria, da assembleia de condóminos.

Usado em: Convocatória, Ata, Lembrete da assembleia anual.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 1432.º: Convocação e funcionamento da assembleia

Verificado em 18 de setembro de 2026

A convocatória é enviada com 10 dias de antecedência, por carta registada ou por email com consentimento registado em ata, e indica dia, hora, local e ordem de trabalhos. Fixa os quóruns de primeira e segunda convocatória.

Texto do artigo
Artigo 1432.º (Convocação e funcionamento da assembleia) - [A redação introduzida pela Lei 8/2022, de 10-01, entra em vigor a partir de 10 de abril de 2022] 1 - A assembleia é convocada por meio de carta registada, enviada com 10 dias de antecedência, ou mediante aviso convocatório feito com a mesma antecedência, desde que haja recibo de recepção assinado pelos condóminos. 2 - A convocatória indicada no n.º 1 é efetuada através de correio eletrónico para os condóminos que manifestem essa vontade em assembleia de condóminos realizada anteriormente, devendo essa manifestação de vontade ficar lavrada em ata com a indicação do respetivo endereço de correio eletrónico. 3 - Na situação prevista no número anterior, o condómino deve enviar, pelo mesmo meio, recibo de receção do respetivo e-mail convocatório. 4 - A convocatória deve indicar o dia, hora, local e ordem de trabalhos da reunião e informar sobre os assuntos cujas deliberações só podem ser aprovadas por unanimidade dos votos. 5. As deliberações são tomadas, salvo disposição especial, por maioria dos votos representativos do capital investido. 6 - Se não comparecer o número de condóminos suficiente para se obter vencimento e na convocatória não tiver sido desde logo fixada outra data, considera-se convocada nova reunião para uma semana depois, na mesma hora e local, podendo neste caso a assembleia deliberar por maioria de votos dos condóminos presentes, desde que estes representem, pelo menos, um quarto do valor total do prédio. 7 - Sem prejuízo do disposto no número anterior, se estiverem reunidas as condições para garantir a presença, no próprio dia, de condóminos que representem um quarto do valor total do prédio, a convocatória pode ser feita para trinta minutos depois, no mesmo local. 8 - As deliberações que careçam de ser aprovadas por unanimidade dos votos podem ser aprovadas por unanimidade dos condóminos presentes desde que estes representem, pelo menos, dois terços do capital investido, sob condição de aprovação da deliberação pelos condóminos ausentes, nos termos dos números seguintes. 9 - As deliberações têm de ser comunicadas a todos os condóminos ausentes, no prazo de 30 dias, por carta registada com aviso de receção ou por correio eletrónico, aplicando-se, neste caso, o disposto nos n.os 2 e 3. 10 - Os condóminos têm 90 dias após a recepção da carta referida no número anterior para comunicar, por escrito, à assembleia de condóminos o seu assentimento ou a sua discordância. 11 - O silêncio dos condóminos é considerado como aprovação da deliberação comunicada nos termos do n.º 9. 12 - Os condóminos não residentes devem comunicar, por escrito, ao administrador o seu domicílio ou o do seu representante.

Usado em: Convocatória, Recibo de receção, Ata, Consentimento de convocatória por email.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 1435.º: Administrador

Verificado em 18 de setembro de 2026

O administrador é eleito e exonerado pela assembleia; na falta de eleição, é nomeado pelo tribunal a pedido de qualquer condómino (n.º 2). O cargo é remunerável e a assembleia fixa a remuneração (n.º 4), que pode assumir a forma de isenção de quota.

Texto do artigo
Artigo 1435.º (Administrador) 1. O administrador é eleito e exonerado pela assembleia. 2. Se a assembleia não eleger administrador, será este nomeado pelo tribunal a requerimento de qualquer dos condóminos. 3. O administrador pode ser exonerado pelo tribunal, a requerimento de qualquer condómino, quando se mostre que praticou irregularidades ou agiu com negligência no exercício das suas funções. 4 - O cargo de administrador é remunerável e tanto pode ser desempenhado por um dos condóminos como por terceiro; o período de funções é, salvo disposição em contrário, de um ano, renovável. 5 - O administrador mantém-se em funcões até que seja eleito ou nomeado o seu sucessor.

Usado em: Guia: constituir o condomínio, Isenção de quota do administrador.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 1436.º: Funções do administrador

Verificado em 18 de setembro de 2026

Enumera as funções do administrador: convocar a assembleia, elaborar o orçamento, verificar o seguro e o fundo de reserva, cobrar as receitas, exigir a quota-parte de cada condómino, entre outras.

Texto do artigo
Artigo 1436.º (Funções do administrador) - [A redação introduzida pela Lei 8/2022, de 10-01, entra em vigor a partir de 10 de abril de 2022] 1 - São funções do administrador, além de outras que lhe sejam atribuídas pela assembleia: a) Convocar a assembleia dos condóminos; b) Elaborar o orçamento das receitas e despesas relativas a cada ano; c) Verificar a existência do seguro contra o risco de incêndio, propondo à assembleia o montante do capital seguro; d) Cobrar as receitas e efectuar as despesas comuns; e) Verificar a existência do fundo comum de reserva; f) Exigir dos condóminos a sua quota-parte nas despesas aprovadas, incluindo os juros legais devidos e as sanções pecuniárias fixadas pelo regulamento do condomínio ou por deliberação da assembleia; g) Realizar os actos conservatórios dos direitos relativos aos bens comuns; h) Regular o uso das coisas comuns e a prestação dos serviços de interesse comum; i) Executar as deliberações da assembleia que não tenham sido objeto de impugnação, no prazo máximo de 15 dias úteis, ou no prazo que por aquela for fixado, salvo nos casos de impossibilidade devidamente fundamentada; j) Representar o conjunto dos condóminos perante as autoridades administrativas. l) Prestar contas à assembleia; m) Assegurar a execução do regulamento e das disposições legais e administrativas relativas ao condomínio; n) Guardar e manter todos os documentos que digam respeito ao condomínio. o) Informar, por escrito ou por correio eletrónico, os condóminos sempre que o condomínio for citado ou notificado no âmbito de um processo judicial, processo arbitral, procedimento de injunção, procedimento contraordenacional ou procedimento administrativo; p) Informar, pelo menos semestralmente e por escrito ou por correio eletrónico, os condóminos acerca dos desenvolvimentos de qualquer processo judicial, processo arbitral, procedimento de injunção, procedimento contraordenacional ou procedimento administrativo, salvo no que toca aos processos sujeitos a segredo de justiça ou a processos cuja informação deva, por outro motivo, ser mantida sob reserva; q) Emitir, no prazo máximo de 10 dias, declaração de dívida do condómino, sempre que tal seja solicitado pelo mesmo, nomeadamente para efeitos de alienação da fração. r) Intervir em todas as situações de urgência que o exijam, convocando de imediato assembleia extraordinária de condóminos para ratificação da sua atuação. 2 - Sempre que estiver em causa deliberação da assembleia de condóminos relativamente a obras de conservação extraordinária ou que constituam inovação, a realizar no edifício ou no conjunto de edifícios, o administrador está obrigado a apresentar pelo menos três orçamentos de diferentes proveniências para a execução das mesmas, desde que o regulamento de condomínio ou a assembleia de condóminos não disponha de forma diferente. 3 - O administrador de condomínio que não cumprir as funções que lhe são cometidas neste artigo, noutras disposições legais ou em deliberações da assembleia de condóminos é civilmente responsável pela sua omissão, sem prejuízo de eventual responsabilidade criminal, se aplicável.

Usado em: Cartas de cobrança, Guia: deveres do administrador.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 783.º: Designação pelo devedor (imputação do cumprimento)

Verificado em 18 de setembro de 2026

Quando o condómino deve várias quotas e paga menos do que o total, pode escolher a que o pagamento se refere. Não pode, porém, escolher contra a vontade do credor uma dívida ainda não vencida.

Texto do artigo
Artigo 783.º (Designação pelo devedor) 1. Se o devedor, por diversas dívidas da mesma espécie ao mesmo credor, efectuar uma prestação que não chegue para as extinguir a todas, fica à sua escolha designar as dívidas a que o cumprimento se refere. 2. O devedor, porém, não pode designar contra a vontade do credor uma dívida que ainda não esteja vencida, se o prazo tiver sido estabelecido em benefício do credor; e também não lhe é lícito designar contra a vontade do credor uma dívida de montante superior ao da prestação efectuada, desde que o credor tenha o direito de recusar a prestação parcial.

Usado em: Registar recebimento, Referências MB, Imputação de pagamentos.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 784.º: Regras supletivas da imputação

Verificado em 18 de setembro de 2026

Sem designação do devedor, o pagamento imputa-se na dívida vencida e, entre várias vencidas igualmente garantidas e onerosas, na que primeiro se venceu. É a regra que ordena as quotas em dívida por data de vencimento.

Texto do artigo
Artigo 784.º (Regras supletivas) 1. Se o devedor não fizer a designação, deve o cumprimento imputar-se na dívida vencida; entre várias dívidas vencidas, na que oferece menor garantia para o credor; entre várias dívidas igualmente garantidas, na mais onerosa para o devedor; entre várias dívidas igualmente onerosas, na que primeiro se tenha vencido; se várias se tiverem vencido simultâneamente, na mais antiga em data. 2. Não sendo possível aplicar as regras fixadas no número precedente, a prestação presumir-se-á feita por conta de todas as dívidas, rateadamente, mesmo com prejuízo, neste caso, do disposto no artigo 763.º

Usado em: Registar recebimento, Referências MB, Imputação de pagamentos.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 785.º: Dívidas de juros, despesas e indemnização

Verificado em 18 de setembro de 2026

Um pagamento que não cubra tudo o que é devido presume-se feito, sucessivamente, por conta das despesas, da indemnização, dos juros e só depois do capital. A imputação no capital só pode ser anterior se o credor concordar.

Texto do artigo
Artigo 785.º (Dívidas de juros, despesas e indemnização) 1. Quando, além do capital, o devedor estiver obrigado a pagar despesas ou juros, ou a indemnizar o credor em consequência da mora, a prestação que não chegue para cobrir tudo o que é devido presume-se feita por conta, sucessivamente, das despesas, da indemnização, dos juros e do capital. 2. A imputação no capital só pode fazer-se em último lugar, salvo se o credor concordar em que se faça antes. SUBSECÇÃO VI Prova do cumprimento

Usado em: Registar recebimento, Imputação de pagamentos, Juros de mora.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 805.º: Momento da constituição em mora

Verificado em 18 de setembro de 2026

O devedor fica em mora depois de interpelado para cumprir, ou automaticamente quando a obrigação tem prazo certo. É a base da interpelação enviada aos condóminos em atraso.

Texto do artigo
Artigo 805.º (Momento da constituição em mora) 1. O devedor só fica constituído em mora depois de ter sido judicial ou extrajudicialmente interpelado para cumprir. 2. Há, porém, mora do devedor, independentemente de interpelação: a) Se a obrigação tiver prazo certo; b) Se a obrigação provier de facto ilícito; c) Se o próprio devedor impedir a interpelação, considerando-se interpelado, neste caso, na data em que normalmente o teria sido. 3 - Se o crédito for ilíquido, não há mora enquanto se não tornar líquido, salvo se a falta de liquidez for imputável ao devedor; tratando-se, porém, de responsabilidade por facto ilícito ou pelo risco, o devedor constitui-se em mora desde a citação, a menos que já haja então mora, nos termos da primeira parte deste número.

Usado em: Interpelação (carta de cobrança).

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 806.º: Obrigações pecuniárias (juros de mora)

Verificado em 18 de setembro de 2026

Nas obrigações pecuniárias a indemnização pela mora corresponde aos juros a contar do dia da constituição em mora; são os juros legais, salvo taxa diferente estipulada.

Texto do artigo
Artigo 806.º (Obrigações pecuniárias) 1. Na obrigação pecuniária a indemnização corresponde aos juros a contar do dia da constituição em mora. 2. Os juros devidos são os juros legais, salvo se antes da mora for devido um juro mais elevado ou as partes houverem estipulado um juro moratório diferente do legal. 3 - Pode, no entanto, o credor provar que a mora lhe causou dano superior aos juros referidos no número anterior e exigir a indemnização suplementar correspondente, quando se trate de responsabilidade por facto ilícito ou pelo risco.

Usado em: Aviso de penalização, Cartas de cobrança.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 1434.º: Penas pecuniárias fixadas pela assembleia (epígrafe: Compromisso arbitral)

Verificado em 18 de setembro de 2026

A assembleia pode fixar penas pecuniárias para a inobservância do Código Civil, das suas deliberações ou das decisões do administrador. O montante aplicável em cada ano nunca excede a quarta parte do rendimento coletável anual da fração.

Texto do artigo
Artigo 1434.º (Compromisso arbitral) 1. A assembleia pode estabelecer a obrigatoriedade da celebração de compromissos arbitrais para a resolução de litígios entre condóminos, ou entre condóminos e o administrador, e fixar penas pecuniárias para a inobservância das disposições deste código, das deliberações da assembleia ou das decisões do administrador. 2. O montante das penas aplicáveis em cada ano nunca excederá a quarta parte do rendimento colectável anual da fracção do infractor.

Usado em: Configuração de penalizações, Aviso de penalização.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 1425.º: Inovações

Verificado em 20 de setembro de 2026

As inovações nas partes comuns dependem da maioria dos condóminos, desde que essa maioria represente dois terços do valor total do prédio (n.º 1); ascensor e gás canalizado em prédio com oito ou mais frações aprovam-se por maioria dos condóminos que representem a maioria do valor (n.º 2); a instalação de unidades de produção para autoconsumo (UPAC) a partir de fontes renováveis aprova-se por maioria simples dos condóminos (n.º 3, redação da Lei n.º 29/2026, em vigor desde 1 de julho de 2026); rampas e plataformas elevatórias (n.º 4); o levantamento das inovações dos n.ºs 3 e 4, e a realização das do n.º 4, comunicam-se ao administrador com 15 dias de antecedência (n.º 7). A instalação de uma UPAC em parte comum comunica-se com 60 dias de antecedência (Decreto-Lei n.º 15/2022, artigo 85.º, n.º 2).

Texto do artigo
Artigo 1425.º Inovações 1 - Sem prejuízo do disposto nos números seguintes, as obras que constituam inovações dependem da aprovação da maioria dos condóminos, devendo essa maioria representar dois terços do valor total do prédio. 2 - Havendo pelo menos oito frações autónomas, dependem da aprovação por maioria dos condóminos que representem a maioria do valor total do prédio, as seguintes inovações: a) Colocação de ascensores; b) Instalação de gás canalizado. 3 - Havendo pelo menos duas frações autónomas, dependem da aprovação por maioria simples dos condóminos a instalação de equipamento e exploração de unidades de produção para autoconsumo (UPAC) a partir de fontes renováveis. 4 - No caso de um dos membros do respetivo agregado familiar ser uma pessoa com mobilidade condicionada, qualquer condómino pode, mediante prévia comunicação nesse sentido ao administrador e observando as normas técnicas de acessibilidade previstas em legislação específica, efetuar as seguintes inovações: a) Colocação de rampas de acesso; b) Colocação de plataformas elevatórias, quando não exista ascensor com porta e cabina de dimensões que permitam a sua utilização por uma pessoa em cadeira de rodas. 5 - As inovações previstas nas alíneas a) e b) do número anterior podem ser levantadas pelos condóminos que as tenham efetuado ou que tenham pago a parte que lhes compete nas despesas de execução e manutenção da obra, desde que: a) O possam fazer sem detrimento do edifício; e b) Exista acordo entre eles. 6 - Quando as inovações previstas no n.º 3 e nas alíneas a) e b) do n.º 4 não possam ser levantadas, o condómino terá direito a receber o respetivo valor, calculado segundo as regras do enriquecimento sem causa. 7 - A intenção de proceder ao levantamento das inovações previstas nos n.os 3 e 4, bem como de efetuar as inovações previstas no n.º 4, deve ser comunicada ao administrador com 15 dias de antecedência. 8. Nas partes comuns do edifício não são permitidas inovações capazes de prejudicar a utilização, por parte de algum dos condóminos, tanto das coisas próprias como das comuns.

Usado em: Tabela de maiorias, Sugestão de maioria (IA), Obras, Guia: maiorias e quóruns, Guia: carregador de veículo elétrico, Guia: painéis solares (levantamento e acessibilidade).

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 1426.º: Encargos com as inovações

Verificado em 10 de outubro de 2026

As despesas com as inovações repartem-se nos termos do artigo 1424.º (n.º 1). Os condóminos que não aprovaram a inovação concorrem para as despesas, salvo recusa judicialmente havida como fundada (n.º 2), o que acontece sempre quando as obras são voluptuárias ou desproporcionadas à importância do edifício (n.º 3). O condómino cuja recusa foi havida como fundada pode a todo o tempo aderir, pagando a quota correspondente às despesas de execução e manutenção da obra (n.º 4); qualquer condómino pode aderir às plataformas elevatórias do artigo 1425.º, n.º 3, nos mesmos termos (n.º 5).

Texto do artigo
Artigo 1426.º Encargos com as inovações 1. As despesas com as inovações ficam a cargo dos condóminos nos termos fixados pelo artigo 1424.º 2 - Os condóminos que não tenham aprovado a inovação são obrigados a concorrer para as respectivas despesas, salvo se a recusa for judicialmente havida como fundada. 3. Considera-se sempre fundada a recusa, quando as obras tenham natureza voluptuária ou não sejam proporcionadas à importância do edifício. 4. O condómino cuja recusa seja havida como fundada pode a todo o tempo participar nas vantagens da inovação, mediante o pagamento da quota correspondente às despesas de execução e manutenção da obra. 5 - Qualquer condómino pode a todo o tempo participar nas vantagens da colocação de plataformas elevatórias, efetuada nos termos do n.º 3 do artigo anterior, mediante o pagamento da parte que lhe compete nas despesas de execução e manutenção da obra.

Usado em: Inovações: lista de isenções e adesão por pagamento, Ata.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 1427.º: Reparações indispensáveis e urgentes

Verificado em 20 de setembro de 2026

Na falta ou impedimento do administrador, qualquer condómino pode levar a efeito as reparações indispensáveis e urgentes nas partes comuns (n.º 1): as necessárias a eliminar em curto prazo vícios ou patologias que possam causar ou agravar danos no edifício ou em bens, ou pôr em risco a segurança das pessoas (n.º 2).

Texto do artigo
Artigo 1427.º (Reparações indispensáveis e urgentes) - [A redação introduzida pela Lei 8/2022, de 10-01, entra em vigor a partir de 10 de abril de 2022] 1 - As reparações indispensáveis e urgentes nas partes comuns do edifício podem ser levadas a efeito, na falta ou impedimento do administrador, por iniciativa de qualquer condómino. 2 - São indispensáveis e urgentes as reparações necessárias à eliminação, num curto prazo, de vícios ou patologias existentes nas partes comuns que possam, a qualquer momento, causar ou agravar danos no edifício ou conjunto de edifícios, ou em bens, ou colocar em risco a segurança das pessoas.

Usado em: Sugestão de maioria (IA), Obras urgentes.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 1428.º: Destruição do edifício

Verificado em 20 de setembro de 2026

Destruído o edifício, ou uma parte que represente pelo menos três quartos do seu valor, qualquer condómino pode exigir a venda do terreno e dos materiais (n.º 1). Se a destruição atingir uma parte menor, a assembleia pode deliberar a reconstrução pela maioria do número dos condóminos e do capital investido (n.º 2), uma maioria dupla que não coincide com nenhuma das regras do artigo 1432.º.

Texto do artigo
Artigo 1428.º (Destruição do edifício) 1. No caso de destruição do edifício ou de uma parte que represente, pelo menos, três quartos do seu valor, qualquer dos condóminos tem o direito de exigir a venda do terreno e dos materiais, pela forma que a assembleia vier a designar. 2. Se a destruição atingir uma parte menor, pode a assembleia deliberar, pela maioria do número dos condóminos e do capital investido no edifício, a reconstrução deste. 3. Os condóminos que não queiram participar nas despesas da reconstrução podem ser obrigados a alienar os seus direitos a outros condóminos, segundo o valor entre eles acordado ou fixado judicialmente. 4. É permitido ao alienante escolher o condómino ou condóminos a quem a transmissão deve ser feita.

Usado em: Sugestão de maioria (IA).

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 1437.º: Representação do condomínio em juízo

Verificado em 20 de setembro de 2026

O condomínio é sempre representado em juízo pelo administrador (n.º 1), que age no exercício das funções que lhe competem ou quando expressamente mandatado pela assembleia (n.º 2); as queixas-crime relativas às partes comuns não carecem de autorização da assembleia (n.º 3).

Texto do artigo
Artigo 1437.º Representação do condomínio em juízo 1 - O condomínio é sempre representado em juízo pelo seu administrador, devendo demandar e ser demandado em nome daquele. 2 - O administrador age em juízo no exercício das funções que lhe competem, como representante da universalidade dos condóminos ou quando expressamente mandatado pela assembleia de condóminos. 3 - A apresentação pelo administrador de queixas-crime relacionadas com as partes comuns não carece de autorização da assembleia de condóminos.

Usado em: Pack de injunção.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 559.º: Taxa de juro

Verificado em 20 de setembro de 2026

Os juros legais, e os estipulados sem determinação de taxa, são os fixados por portaria (n.º 1: hoje 4 % ao ano, Portaria n.º 291/2003). A estipulação de juros a taxa superior tem de ser feita por escrito, sob pena de só serem devidos os juros legais (n.º 2).

Texto do artigo
Artigo 559.º (Taxa de juro) 1 - Os juros legais e os estipulados sem determinação de taxa ou quantitativo são os fixados em portaria conjunta dos Ministros da Justiça e das Finanças e do Plano. 2 - A estipulação de juros a taxa superior à fixada nos termos do número anterior deve ser feita por escrito, sob pena de serem apenas devidos na medida dos juros legais.

Usado em: Notificação de juros de mora, Configuração de penalizações.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 279.º: Cômputo do termo (contagem de prazos)

Verificado em 20 de setembro de 2026

Regras supletivas de contagem de prazos: o dia em que ocorre o evento não se conta (alínea b)); o prazo que termine em domingo ou feriado transfere-se para o primeiro dia útil (alínea e)); oito ou quinze dias valem por uma ou duas semanas (alínea d)). Os 10 dias da convocatória e da declaração de dívida contam-se assim, em dias de calendário.

Texto do artigo
Artigo 279.º (Cômputo do termo) À fixação do termo são aplicáveis, em caso de dúvida, as seguintes regras: a) Se o termo se referir ao princípio, meio ou fim do mês, entende-se como tal, respectivamente, o primeiro dia, o dia 15 e o último dia do mês; se for fixado no princípio, meio ou fim do ano, entende-se, respectivamente, o primeiro dia do ano, o dia 30 de Junho e o dia 31 de Dezembro; b) Na contagem de qualquer prazo não se inclui o dia, nem a hora, se o prazo for de horas, em que ocorrer o evento a partir do qual o prazo começa a correr; c) O prazo fixado em semanas, meses ou anos, a contar de certa data, termina às 24 horas do dia que corresponda, dentro da última semana, mês ou ano, a essa data; mas, se no último mês não existir dia correspondente, o prazo finda no último dia desse mês; d) É havido, respectivamente, como prazo de uma ou duas semanas o designado por oito ou quinze dias, sendo havido como prazo de um ou dois dias o designado por 24 ou 48 horas; e) O prazo que termine em domingo ou dia feriado transfere-se para o primeiro dia útil; aos domingos e dias feriados são equiparadas as férias judiciais, se o acto sujeito a prazo tiver de ser praticado em juízo. SECÇÃO II Objecto negocial. Negócios usurários

Usado em: Prazo da convocatória, Prazo da declaração de dívida, Prazos de impugnação.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 1433.º: Impugnação das deliberações

Verificado em 20 de setembro de 2026

As deliberações contrárias à lei ou ao regulamento são anuláveis a pedido do condómino que as não aprovou. O condómino pode exigir, em 10 dias, a convocação de uma assembleia extraordinária, que se realiza em 20 dias (n.º 2); no mesmo prazo de 10 dias pode sujeitar a deliberação a um centro de arbitragem, com resposta em 30 dias (n.º 3); a ação de anulação propõe-se em 20 dias após a deliberação da assembleia extraordinária ou, sem ela, em 60 dias sobre a deliberação impugnada (n.º 4). Os prazos contam-se, para os ausentes, da comunicação da deliberação.

Texto do artigo
Artigo 1433.º (Impugnação das deliberações) 1. As deliberações da assembleia contrárias à lei ou a regulamentos anteriormente aprovados são anuláveis a requerimento de qualquer condómino que as não tenha aprovado. 2 - No prazo de 10 dias contado da deliberação, para os condóminos presentes, ou contado da sua comunicação, para os condóminos ausentes, pode ser exigida ao administrador a convocação de uma assembleia extraordinária, a ter lugar no prazo de 20 dias, para revogação das deliberações inválidas ou ineficazes. 3 - No prazo de 30 dias contado nos termos do número anterior, pode qualquer condómino sujeitar a deliberação a um centro de arbitragem. 4 - O direito de propor a acção de anulação caduca no prazo de 20 dias contados sobre a deliberação da assembleia extraordinária ou, caso esta não tenha sido solicitada, no prazo de 60 dias sobre a data da deliberação. 5. Pode também ser requerida a suspensão das deliberações nos termos da lei de processo. 6. A representação judiciária dos condóminos contra quem são propostas as acções compete ao administrador ou à pessoa que a assembleia designar para esse efeito.

Usado em: Prazos de impugnação (portal), Guia: impugnar uma ata, Guia: ata da assembleia.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 1429.º-A: Regulamento do condomínio

Verificado em 20 de setembro de 2026

Havendo mais de quatro condóminos e não constando do título constitutivo, o regulamento do condomínio é elaborado pela assembleia, e disciplina o uso, a fruição e a conservação das partes comuns.

Texto do artigo
Artigo 1429.º-A Regulamento do condomínio 1 - Havendo mais de quatro condóminos e caso não faça parte do título constitutivo, deve ser elaborado um regulamento do condomínio disciplinando o uso, a fruição e a conservação das partes comuns. 2 - Sem prejuízo do disposto na alínea b) do n.º 2 do artigo 1418.º, a feitura do regulamento compete à assembleia de condóminos ou ao administrador, se aquela o não houver elaborado. Aditado pelo seguinte diploma: Decreto-Lei n.º 267/94, de 25 de Outubro SECÇÃO IV Administração das partes comuns do edifício

Usado em: Guia: regulamento do condomínio, Guia: seguro.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 1422.º: Limitações ao exercício dos direitos

Verificado em 20 de setembro de 2026

Os condóminos não podem prejudicar a segurança, a linha arquitetónica ou o arranjo estético do edifício, nem dar à fração um uso diverso do fim a que se destina, nem praticar atos proibidos no título ou por deliberação da assembleia aprovada sem oposição (n.º 2, alínea d)); as obras que modifiquem a linha arquitetónica ou o arranjo estético podem ser autorizadas por dois terços do valor total do prédio (n.º 3). Quando o título constitutivo não fixa o fim da fração, a mudança de uso exige dois terços do valor total do prédio (n.º 4), salvo a alteração para habitação, que segue o artigo 1422.º-B.

Texto do artigo
Artigo 1422.º (Limitações ao exercício dos direitos) 1. Os condóminos, nas relações entre si, estão sujeitos, de um modo geral, quanto às fracções que exclusivamente lhes pertencem e quanto às partes comuns, às limitações impostas aos proprietários e aos comproprietários de coisas imóveis. 2. É especialmente vedado aos condóminos: a) Prejudicar, quer com obras novas, quer por falta de reparação, a segurança, a linha arquitectónica ou o arranjo estético do edifício; b) Destinar a sua fracção a usos ofensivos dos bons costumes; c) Dar-lhe uso diverso do fim a que é destinada; d) Praticar quaisquer actos ou actividades que tenham sido proibidos no título constitutivo ou, posteriormente, por deliberação da assembleia de condóminos aprovada sem oposição. 3 - As obras que modifiquem a linha arquitectónica ou o arranjo estético do edifício podem ser realizadas se para tal se obtiver prévia autorização da assembleia de condóminos, aprovada por maioria representativa de dois terços do valor total do prédio. 4 - Sempre que o título constitutivo não disponha sobre o fim de cada fração autónoma, a alteração ao seu uso carece da autorização da assembleia de condóminos, aprovada por maioria representativa de dois terços do valor total do prédio, com exceção do previsto no artigo 1422.º-B.

Usado em: Tabela de maiorias, Sugestão de maioria (IA).

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 1422.º-A: Junção e divisão de frações autónomas

Verificado em 20 de setembro de 2026

A junção de duas ou mais frações contíguas do mesmo edifício não carece de autorização dos restantes condóminos (n.º 1; a contiguidade é dispensada para arrecadações e garagens, n.º 2). A divisão de frações em novas frações só é permitida com autorização do título constitutivo ou da assembleia, aprovada sem qualquer oposição (n.º 3). O condómino altera o título por ato unilateral (n.º 4), comunicado ao administrador em 10 dias (n.º 5).

Texto do artigo
Artigo 1422.º-A Junção e divisão de fracções autónomas 1 - Não carece de autorização dos restantes condóminos a junção, numa só, de duas ou mais fracções do mesmo edifício, desde que estas sejam contíguas. 2 - Para efeitos do disposto do número anterior, a contiguidade das fracções é dispensada quando se trate de fracções correspondentes a arrecadações e garagens. 3 - Não é permitida a divisão de fracções em novas fracções autónomas, salvo autorização do título constitutivo ou da assembleia de condóminos, aprovada sem qualquer oposição. 4 - Sem prejuízo do disposto em lei especial, nos casos previstos nos números anteriores, cabe aos condóminos que juntaram ou cindiram as fracções o poder de, por acto unilateral constante de escritura pública ou de documento particular autenticado, introduzir a correspondente alteração no título constitutivo. 5 - A escritura pública ou o documento particular a que se refere o número anterior devem ser comunicados ao administrador no prazo de 10 dias.

Usado em: Sugestão de maioria (IA), Tabela de maiorias.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 1422.º-B: Alteração do uso da fração para habitação

Verificado em 20 de setembro de 2026

A alteração do fim ou do uso de uma fração para habitação não carece de autorização dos restantes condóminos (n.º 1); o condómino introduz a alteração no título constitutivo por ato unilateral, em escritura pública ou documento particular autenticado (n.º 2), comunicado ao administrador em 10 dias (n.º 3). Aditado pelo Decreto-Lei n.º 10/2024, de 8 de janeiro.

Texto do artigo
Artigo 1422.º-B Alteração do uso da fração para habitação 1 - A alteração do fim ou do uso a que se destina cada fração para habitação não carece de autorização dos restantes condóminos. 2 - No caso previsto no número anterior, cabe aos condóminos que alterem a utilização da fração junto da câmara municipal o poder de, por ato unilateral constante de escritura pública ou de documento particular autenticado, introduzir a correspondente alteração no título constitutivo. 3 - A escritura pública ou o documento particular a que se refere o número anterior devem ser comunicados ao administrador no prazo de 10 dias. Aditado pelo seguinte diploma: Decreto-Lei n.º 10/2024, de 08 de Janeiro

Usado em: Sugestão de maioria (IA), Tabela de maiorias.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 1419.º: Modificação do título constitutivo

Verificado em 20 de setembro de 2026

O título constitutivo só pode ser modificado por escritura pública ou documento particular autenticado com o acordo de todos os condóminos; o administrador pode outorgar em representação de todos quando o acordo consta de ata assinada por todos os condóminos (n.º 3). A falta de acordo quanto a partes comuns pode ser suprida judicialmente quando os votos dos condóminos que não consintam sejam inferiores a um décimo do capital investido e a alteração não modifique o uso, o valor relativo ou o fim das frações (n.º 2). A mudança do fim de uma fração para habitação segue o artigo 1422.º-B e não carece de autorização.

Texto do artigo
Artigo 1419.º (Modificação do título) - [A redação introduzida pela Lei 8/2022, de 10-01, entra em vigor a partir de 10 de abril de 2022] 1 - Sem prejuízo do disposto no n.º 3 do artigo 1422.º-A e do disposto em lei especial, o título constitutivo da propriedade horizontal pode ser modificado por escritura pública ou por documento particular autenticado, havendo acordo de todos os condóminos. 2 - A falta de acordo para alteração do título constitutivo quanto a partes comuns pode ser suprida judicialmente, sempre que os votos representativos dos condóminos que nela não consintam sejam inferiores a 1/10 do capital investido e a alteração não modifique as condições de uso, o valor relativo ou o fim a que as suas frações se destinam. 3 - O administrador, em representação do condomínio, pode outorgar a escritura ou elaborar e subscrever o documento particular a que se refere o n.º 1, desde que o acordo conste de ata assinada por todos os condóminos. 4 - A inobservância do disposto no artigo 1415.º importa a nulidade do acordo; esta nulidade pode ser declarada a requerimento das pessoas e entidades designadas no n.º 2 do artigo 1416.º

Usado em: Tabela de maiorias, Sugestão de maioria (IA), Guia: regulamento do condomínio.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 787.º: Direito à quitação

Verificado em 20 de setembro de 2026

Quem cumpre a obrigação tem o direito de exigir quitação de quem recebe a prestação. É a base do recibo emitido a cada recebimento de quota.

Texto do artigo
Artigo 787.º (Direito à quitação) 1. Quem cumpre a obrigação tem o direito de exigir quitação daquele a quem a prestação é feita, devendo a quitação constar de documento autêntico ou autenticado ou ser provida de reconhecimento notarial, se aquele que cumpriu tiver nisso interesse legítimo. 2. O autor do cumprimento pode recusar a prestação enquanto a quitação não for dada, assim como pode exigir a quitação depois do cumprimento. SUBSECÇÃO VII Direito à restituição do título ou à menção do cumprimento

Usado em: Recibo de recebimento, Guia: recibos das quotas.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 1435.º-A: Administrador provisório

Por verificar

Sem administrador eleito nem nomeado judicialmente, as funções cabem, a título provisório, ao condómino ou condóminos com a maior percentagem do capital investido, salvo se outro condómino manifestar e comunicar a vontade de as exercer; em igualdade, recaem sobre a fração primeira na ordem alfabética do registo; cessam com a eleição ou nomeação, com entrega dos documentos ao administrador.

Texto integral por confirmar na fonte oficial.

Usado em: Deveres legais: administrador provisório, Deveres legais: passagem de pasta.

Fonte oficial

Normas regulamentares do regime da propriedade horizontal

Decreto-Lei n.º 268/94, de 25 de outubro. Diploma na fonte oficial

Artigo 1.º: Atas da assembleia

Verificado em 18 de setembro de 2026

Regula o livro de atas e a sua subscrição. A ata pode ser assinada eletronicamente e subscrita por correio eletrónico pelos condóminos que nisso acordem.

Texto do artigo
Artigo 1.º Deliberações da assembleia de condóminos 1 - São obrigatoriamente lavradas atas das assembleias de condóminos, redigidas e assinadas por quem nelas tenha intervindo como presidente e subscritas por todos os condóminos nelas presentes. 2 - A ata contém um resumo do que de essencial se tiver passado na assembleia de condóminos, indicando, designadamente, a data e o local da reunião, os condóminos presentes e ausentes, os assuntos apreciados, as decisões e as deliberações tomadas com o resultado de cada votação e o facto de a ata ter sido lida e aprovada. 3 - A eficácia das deliberações depende da aprovação da respetiva ata, independentemente da mesma se encontrar assinada pelos condóminos. 4 - As deliberações devidamente consignadas em ata são vinculativas tanto para os condóminos como para os terceiros titulares de direitos relativos às frações. 5 - Incumbe ao administrador, ainda que provisório, guardar as atas e facultar a respetiva consulta, quer aos condóminos, quer aos terceiros a que se refere o número anterior. 6 - A assinatura e a subscrição da ata podem ser efetuadas por assinatura eletrónica qualificada ou por assinatura manuscrita, aposta sobre o documento original ou sobre documento digitalizado que contenha outras assinaturas. 7 - Para efeitos do disposto no presente artigo, vale como subscrição a declaração do condómino, enviada por correio eletrónico, para o endereço da administração do condomínio, em como concorda com o conteúdo da ata que lhe tenha sido remetida pela mesma via, declaração esta que deve ser junta, como anexo, ao original da ata. 8 - Compete à administração do condomínio a escolha por um ou por vários dos meios previstos nos números anteriores, bem como a definição da ordem de recolha das assinaturas ou de recolha das declarações por via eletrónica, a fim de assegurar a aposição das assinaturas num único documento.

Usado em: Ata, Assinatura eletrónica da ata.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 1.º-A: Assembleia por meios de comunicação à distância

Verificado em 18 de setembro de 2026

Permite que a assembleia reúna por videoconferência ou outro meio de comunicação à distância, desde que assegurada a identificação e a participação de todos. É a base da reunião por videoconferência registada na convocatória.

Texto do artigo
Artigo 1.º-A Assembleia de condóminos por meios de comunicação à distância 1 - Sempre que a administração do condomínio assim o determine ou a maioria dos condóminos o requeira, a assembleia de condóminos tem lugar por meios de comunicação à distância, preferencialmente por videoconferência. 2 - Caso algum dos condóminos não tenha, fundamentadamente, condições para participar na assembleia de condóminos por meios de comunicação à distância e tenha transmitido essa impossibilidade à administração do condomínio, compete a esta assegurar-lhe os meios necessários, sob pena de a assembleia não poder ter lugar através daqueles meios. Aditado pelo seguinte diploma: Lei n.º 8/2022, de 10 de Janeiro

Usado em: Convocatória (videoconferência), Ata.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 3.º: Elementos de identificação dos condóminos

Verificado em 18 de setembro de 2026

Os condóminos comunicam ao administrador os seus elementos de identificação e contacto, incluindo o endereço de correio eletrónico. É a obrigação legal que sustenta o tratamento dos dados de contacto pelo condomínio.

Texto do artigo
Artigo 3.º Informação 1 - Na entrada do prédio ou conjunto de prédios ou em local de passagem comum aos condóminos deverá ser afixada a identificação do administrador em exercício ou de quem, a título provisório, desempenhe as funções deste. 2 - Os condóminos devem informar o administrador do condomínio do seu número de contribuinte, morada, contactos telefónicos e endereço de correio eletrónico e atualizar tais informações sempre que as mesmas sejam objeto de alteração. 3 - A alienação das frações deve ser objeto de comunicação ao administrador do condomínio pelo condómino alienante, por correio registado expedido no prazo máximo de 15 dias a contar da mesma, devendo esta informação conter o nome completo e o número de identificação fiscal do novo proprietário. 4 - A falta de comunicação indicada no número anterior responsabiliza o condómino alienante pelo valor das despesas inerentes à identificação do novo proprietário e pelos encargos suportados com a mora no pagamento dos encargos que se vencerem após a alienação.

Usado em: Base legal dos dados de contacto (RGPD), Ficha do proprietário.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 4.º: Fundo comum de reserva

Verificado em 18 de setembro de 2026

Cada condomínio constitui obrigatoriamente um fundo comum de reserva para despesas de conservação; cada condómino contribui com, pelo menos, 10% da sua quota-parte nas restantes despesas. O fundo é depositado em instituição bancária.

Texto do artigo
Artigo 4.º Fundo comum de reserva 1 - É obrigatória a constituição, em cada condomínio, de um fundo comum de reserva para custear as despesas de conservação do edifício ou conjunto de edifícios. 2 - Cada condómino contribui para esse fundo com uma quantia correspondente a, pelo menos, 10 /prct. da sua quota-parte nas restantes despesas do condomínio. 3 - No caso de, por deliberação da assembleia, o fundo comum de reserva ser utilizado para fim diverso do indicado no n.º 1, os condóminos devem assegurar o pagamento, no prazo máximo de 12 meses a contar da deliberação, da quotização extraordinária necessária à reposição do montante utilizado, aplicando-se o disposto no artigo 6.º no caso de não cumprimento dessa obrigação. 4 - O fundo comum de reserva deve ser depositado em instituição bancária, competindo à assembleia de condóminos a respetiva administração.

Usado em: Orçamento, Aviso de cobrança (fundo de reserva), Relatório mensal, Saúde do edifício.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 6.º: Dívidas por encargos de condomínio

Verificado em 18 de setembro de 2026

A ata que fixa as contribuições e as datas de vencimento constitui título executivo contra o condómino que não pague, incluindo juros de mora e sanções aprovadas em assembleia. O administrador deve instaurar a ação de cobrança (n.º 4) e, quando a dívida iguala ou excede o IAS do ano, fá-lo em 90 dias a contar do primeiro incumprimento, salvo deliberação em contrário (n.º 5).

Texto do artigo
Artigo 6.º Dívidas por encargos de condomínio 1 - A ata da reunião da assembleia de condóminos que tiver deliberado o montante das contribuições a pagar ao condomínio menciona o montante anual a pagar por cada condómino e a data de vencimento das respetivas obrigações. 2 - A ata da reunião da assembleia de condóminos que reúna os requisitos indicados no n.º 1 constitui título executivo contra o proprietário que deixar de pagar, no prazo estabelecido, a sua quota-parte. 3 - Consideram-se abrangidos pelo título executivo os juros de mora, à taxa legal, da obrigação dele constante, bem como as sanções pecuniárias, desde que aprovadas em assembleia de condóminos ou previstas no regulamento do condomínio. 4 - O administrador deve instaurar ação judicial destinada a cobrar as quantias referidas nos n.os 1 e 3. 5 - A ação judicial referida no número anterior deve ser instaurada no prazo de 90 dias a contar da data do primeiro incumprimento do condómino, salvo deliberação em contrário da assembleia de condóminos e desde que o valor em dívida seja igual ou superior ao valor do indexante dos apoios sociais do respetivo ano civil.

Usado em: Ata, Pack de injunção, Cartas de cobrança.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 5.º: Atualização anual do seguro

Verificado em 20 de setembro de 2026

É obrigatória a atualização anual do seguro contra o risco de incêndio; a assembleia fixa o novo capital e, na falta de deliberação, o administrador atualiza-o de acordo com o índice publicado.

Texto do artigo
Artigo 5.º Actualização do seguro 1 - É obrigatória a actualização anual do seguro contra o risco de incêndio. 2 - Compete à assembleia de condóminos deliberar o montante de cada actualização. 3 - Se a assembleia não aprovar o montante da actualização, deve o administrador actualizar o seguro de acordo com o índice publicado trimestralmente pelo Instituto de Seguros de Portugal.

Usado em: Aviso de seguro, Saúde do edifício.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 2.º: Documentos e notificações relativos ao condomínio

Verificado em 20 de setembro de 2026

Os documentos de constituição da propriedade horizontal ficam à guarda do administrador (n.º 1), que deve guardar e dar a conhecer aos condóminos as notificações dirigidas ao condomínio (n.º 2). A entrega da convocatória em mão contra recibo é o artigo 1432.º, n.º 1, do Código Civil, não este artigo.

Texto do artigo
Artigo 2.º Documentos e notificações relativos ao condomínio 1 - Deverão ficar depositadas, à guarda do administrador, as cópias autenticadas dos documentos utilizados para instruir o processo de constituição da propriedade horizontal, designadamente do projecto aprovado pela entidade pública competente. 2 - O administrador tem o dever de guardar e dar a conhecer aos condóminos todas as notificações dirigidas ao condomínio, designadamente as provenientes das autoridades administrativas.

Usado em: Documentos do condomínio, Notificações dirigidas ao condomínio.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 7.º: Regulamento: falta ou impedimento do administrador

Por verificar

O regulamento deve prever e regular o exercício das funções de administração na falta ou impedimento do administrador ou de quem a título provisório desempenhe as funções deste.

Texto integral por confirmar na fonte oficial.

Usado em: Deveres legais: regulamento.

Fonte oficial

Artigo 8.º: Publicitação das regras de segurança

Por verificar

O administrador deve afixar, em local de passagem comum, as regras respeitantes à segurança do edifício, designadamente as relativas aos equipamentos de uso comum.

Texto integral por confirmar na fonte oficial.

Usado em: Deveres legais: aviso afixado no edifício.

Fonte oficial

Artigo 9.º: Dever de informação a terceiros

Por verificar

O administrador deve facultar cópia do regulamento aos terceiros titulares de direitos relativos às frações, como os arrendatários.

Texto integral por confirmar na fonte oficial.

Usado em: Deveres legais: regulamento para os arrendatários.

Fonte oficial

Artigo 10.º-A: Administração provisória

Por verificar

Regras sobre o exercício provisório das funções de administrador quando a assembleia não elege administrador nem há nomeação judicial.

Texto integral por confirmar na fonte oficial.

Usado em: Deveres legais: administrador provisório.

Fonte oficial

Revisão do regime da propriedade horizontal

Lei n.º 8/2022, de 10 de janeiro. Diploma na fonte oficial

Artigo 1.º: Objeto da revisão de 2022

Verificado em 18 de setembro de 2026

A Lei n.º 8/2022 reviu o regime da propriedade horizontal, alterando o Código Civil e o Decreto-Lei n.º 268/94. Introduziu, entre outros, a convocatória por email com consentimento e a declaração de dívida na venda da fração.

Texto do artigo
Artigo 1.º Objeto A presente lei revê o regime da propriedade horizontal, procedendo à: a) Alteração ao Código Civil, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 47 344, de 25 de novembro de 1966 ; b) Segunda alteração ao Decreto-Lei n.º 268/94, de 25 de outubro , que estabelece normas regulamentares do regime da propriedade horizontal, alterado pelo Decreto-Lei n.º 81/2020, de 2 de outubro; c) Alteração ao Código do Notariado, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 207/95, de 14 de agosto .

Usado em: Consentimento de convocatória por email, Guias sobre assembleias.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Regime das instalações de gases combustíveis em edifícios

Decreto-Lei n.º 97/2017, de 10 de agosto. Diploma na fonte oficial

Artigo 17.º: Promoção e encargo com as inspeções de gás

Verificado em 18 de setembro de 2026

A inspeção das instalações de gás das partes comuns de um prédio em propriedade horizontal é da responsabilidade do condomínio, que a promove e suporta o encargo. A periodicidade consta do artigo 21.º.

Texto do artigo
Artigo 17.º Promoção e encargo com as inspecções 1 - Cabe ao proprietário ou ao usufrutuário da instalação ou aparelho a gás promover a inspeção e suportar o respetivo encargo. 2 - Excetua-se do disposto no número anterior as inspeções realizadas: a) Às partes comuns de prédio constituído em propriedade horizontal, cuja responsabilidade cabe ao condomínio; b) Às frações arrendadas, quando o respetivo contrato transferir a responsabilidade para o arrendatário, sendo este ainda responsável pela inspeção relativa a aparelhos a gás que adquira e mande instalar; c) À conversão ou reconversão das instalações de gás, por serem da responsabilidade da entidade que contratar os respetivos trabalhos.

Usado em: Planos de verificação (inspeções).

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 21.º: Periodicidade das inspeções de gás

Verificado em 18 de setembro de 2026

Fixa a periodicidade das inspeções periódicas: a cada três anos para as instalações afetas a edifícios que recebam público e a cada cinco anos para as instalações executadas há mais de dez anos que não tenham sido remodeladas. O calendário publicado pela DGEG lê-o assim para a habitação: primeira inspeção aos 10 anos e depois de 5 em 5; instalações anteriores a 21 de agosto de 2018, até 26 de agosto de 2028 ou ao perfazerem 20 anos, o que ocorrer primeiro (leitura da DGEG, a confirmar com advogado antes de constar de um documento).

Texto do artigo
Artigo 21.º Instalações sujeitas a inspeção periódica 1 - Todas as instalações de gás abastecidas afetas a edifícios e recintos classificadas nos termos do Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12 de novembro, alterado pelo Decreto-Lei n.º 224/2015, de 9 de outubro, devem ser submetidas a inspeção periódica, de acordo com a seguinte periodicidade: a) A cada três anos, para instalações de gás afetas a edifícios e recintos classificados como utilizações-tipo iii, iv, v, vi, vii, viii, ix, x, xi e xii, ou outros não enquadrados nas utilizações-tipo descritas, mas que recebam público; i) (Revogada.) ii) (Revogada.) b) A cada cinco anos, as instalações de gás executadas há mais de 10 anos e que não tenham sido objeto de remodelação. 2 - Caso o proprietário ou usufrutuário não realize a inspeção periódica dentro dos prazos previstos no número anterior, é notificado pela DGEG para a concretizar nos três meses seguintes. 3 - Se a inspeção periódica não for promovida no prazo previsto no número anterior, após notificação pela DGEG, a entidade distribuidora procede ao corte do abastecimento de gás, mediante pré-aviso dirigido, consoante o caso, ao comercializador ou ao consumidor, nos termos da Lei n.º 23/96, de 26 de julho, alterada pelas Leis n.os 12/2008, de 26 de fevereiro, 24/2008, de 2 de junho, 6/2011, de 10 de março, 44/2011, de 22 de junho, e 10/2013, de 28 de janeiro. 4 - A DGEG deve desenvolver um mecanismo de aviso às entidades referidas no artigo 17.º, o qual é comunicado com seis meses de antecedência, sobre a data em que se torna exigível a realização da inspeção. 5 - É proibida a cobrança ou imposição, pela entidade distribuidora ou instaladora de gás, de comissões a serem pagas pela entidade inspetora pela realização de inspeções nos termos previstos no presente artigo.

Usado em: Planos de verificação (inspeções), Guia: inspeção de gás.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Procedimento de injunção

Decreto-Lei n.º 269/98, de 1 de setembro. Diploma na fonte oficial

Artigo 1.º: Procedimentos especiais (injunção)

Verificado em 18 de setembro de 2026

Aprova o regime dos procedimentos destinados a exigir o cumprimento de obrigações pecuniárias emergentes de contratos até 15 000 euros, onde a prática inclui a injunção para cobrar quotas de condomínio (admissibilidade a confirmar com advogado).

Texto do artigo
Artigo 1.º Procedimentos especiais É aprovado o regime dos procedimentos destinados a exigir o cumprimento de obrigações pecuniárias emergentes de contratos de valor não superior a (euro) 15 000, publicado em anexo, que faz parte integrante do presente diploma.

Usado em: Notificação de injunção.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 10.º do anexo: Forma e conteúdo do requerimento de injunção (anexo)

Por verificar

O requerimento de injunção segue o modelo aprovado por portaria e deve identificar as partes, expor sucintamente os factos e formular o pedido com discriminação do capital, dos juros vencidos e das outras quantias devidas (n.º 2). É a estrutura que o pack de injunção prepara.

Texto integral por confirmar na fonte oficial.

Usado em: Pack de injunção.

Fonte oficial

Artigo 12.º do anexo: Notificação do requerimento de injunção (anexo)

Por verificar

A secretaria notifica o requerido, por carta registada com aviso de receção, para em 15 dias pagar a quantia pedida acrescida da taxa de justiça ou deduzir oposição (n.º 1). A notificação é feita pela secretaria (Balcão Nacional de Injunções), não por um juiz.

Texto integral por confirmar na fonte oficial.

Usado em: Notificação de injunção, Pack de injunção.

Fonte oficial

Artigo 14.º do anexo: Aposição da fórmula executória (anexo)

Por verificar

Se o requerido notificado não deduzir oposição, o secretário apõe no requerimento a fórmula «Este documento tem força executiva» (n.º 1); só pode recusá-la quando o pedido não se ajuste ao montante ou à finalidade do procedimento (n.º 3).

Texto integral por confirmar na fonte oficial.

Usado em: Notificação de injunção, Pack de injunção.

Fonte oficial

Artigo 7.º do anexo: Noção de injunção (anexo)

Por verificar

A injunção é a providência que confere força executiva ao requerimento destinado a exigir o cumprimento das obrigações pecuniárias referidas no artigo 1.º do diploma (até 15 000 euros). O artigo do anexo partilha o número com o artigo 7.º do diploma preambular, pelo que a verificação automática não o distingue.

Texto integral por confirmar na fonte oficial.

Usado em: Notificação de injunção, Pack de injunção.

Fonte oficial

Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD)

Regulamento (UE) 2016/679, de 27 de abril. Diploma na fonte oficial

Artigo 6.º: Licitude do tratamento

Verificado em 18 de setembro de 2026

Enumera as bases legais do tratamento de dados pessoais. A alínea f), interesse legítimo, é a base invocada pelo Condie para a cobrança de dívidas de condomínio.

Texto do artigo
Artigo 6.º Licitude do tratamento 1. O tratamento só é lícito se e na medida em que se verifique pelo menos uma das seguintes situações: a)O titular dos dados tiver dado o seu consentimento para o tratamento dos seus dados pessoais para uma ou mais finalidades específicas; b)O tratamento for necessário para a execução de um contrato no qual o titular dos dados é parte, ou para diligências pré-contratuais a pedido do titular dos dados; c)O tratamento for necessário para o cumprimento de uma obrigação jurídica a que o responsável pelo tratamento esteja sujeito; d)O tratamento for necessário para a defesa de interesses vitais do titular dos dados ou de outra pessoa singular; e)O tratamento for necessário ao exercício de funções de interesse público ou ao exercício da autoridade pública de que está investido o responsável pelo tratamento; f)O tratamento for necessário para efeito dos interesses legítimos prosseguidos pelo responsável pelo tratamento ou por terceiros, exceto se prevalecerem os interesses ou direitos e liberdades fundamentais do titular que exijam a proteção dos dados pessoais, em especial se o titular for uma criança. O primeiro parágrafo, alínea f), não se aplica ao tratamento de dados efetuado por autoridades públicas na prossecução das suas atribuições por via eletrónica. 2. Os Estados-Membros podem manter ou aprovar disposições mais específicas com o objetivo de adaptar a aplicação das regras do presente regulamento no que diz respeito ao tratamento de dados para o cumprimento do n.º 1, alíneas c) e e), determinando, de forma mais precisa, requisitos específicos para o tratamento e outras medidas destinadas a garantir a licitude e lealdade do tratamento, inclusive para outras situações específicas de tratamento em conformidade com o capítulo IX. 3. O fundamento jurídico para o tratamento referido no n.º 1, alíneas c) e e), é definido: a)Pelo direito da União; ou b)Pelo direito do Estado-Membro ao qual o responsável pelo tratamento está sujeito. A finalidade do tratamento é determinada com esse fundamento jurídico ou, no que respeita ao tratamento referido no n.º 1, alínea e), deve ser necessária ao exercício de funções de interesse público ou ao exercício da autoridade pública de que está investido o responsável pelo tratamento. Esse fundamento jurídico pode prever disposições específicas para adaptar a aplicação das regras do presente regulamento, nomeadamente: as condições gerais de licitude do tratamento pelo responsável pelo seu tratamento; os tipos de dados objeto de tratamento; os titulares dos dados em questão; as entidades a que os dados pessoais poderão ser comunicados e para que efeitos; os limites a que as finalidades do tratamento devem obedecer; os prazos de conservação; e as operações e procedimentos de tratamento, incluindo as medidas destinadas a garantir a legalidade e lealdade do tratamento, como as medidas relativas a outras situações específicas de tratamento em conformidade com o capítulo IX. O direito da União ou do Estado-Membro deve responder a um objetivo de interesse público e ser proporcional ao objetivo legítimo prosseguido. 4. Quando o tratamento para fins que não sejam aqueles para os quais os dados pessoais foram recolhidos não for realizado com base no consentimento do titular dos dados ou em disposições do direito da União ou dos Estados-Membros que constituam uma medida necessária e proporcionada numa sociedade democrática para salvaguardar os objetivos referidos no artigo 23.º, n.º 1, o responsável pelo tratamento, a fim de verificar se o tratamento para outros fins é compatível com a finalidade para a qual os dados pessoais foram inicialmente recolhidos, tem nomeadamente em conta: a)Qualquer ligação entre a finalidade para a qual os dados pessoais foram recolhidos e a finalidade do tratamento posterior; b)O contexto em que os dados pessoais foram recolhidos, em particular no que respeita à relação entre os titulares dos dados e o responsável pelo seu tratamento; c)A natureza dos dados pessoais, em especial se as categorias especiais de dados pessoais forem tratadas nos termos do artigo 9.º, ou se os dados pessoais relacionados com condenações penais e infrações forem tratados nos termos do artigo 10.º; d)As eventuais consequências do tratamento posterior pretendido para os titulares dos dados; e)A existência de salvaguardas adequadas, que podem ser a cifragem ou a pseudonimização.

Usado em: Cobrança de dívidas (base legal), Política de privacidade.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Lei de execução do RGPD

Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto. Diploma na fonte oficial

Artigo 1.º: Objeto da lei de execução do RGPD

Verificado em 18 de setembro de 2026

Assegura a execução, na ordem jurídica portuguesa, do Regulamento (UE) 2016/679. É a lei nacional que acompanha o RGPD nos pedidos de acesso, retificação e apagamento tratados no portal.

Texto do artigo
Artigo 1.º Objeto A presente lei assegura a execução, na ordem jurídica interna, do Regulamento (UE) 2016/679 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 27 de abril de 2016, relativo à proteção das pessoas singulares no que diz respeito ao tratamento de dados pessoais e à livre circulação desses dados, doravante designado abreviadamente por Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD).

Usado em: Política de privacidade, Pedidos RGPD no portal.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 19.º: Videovigilância

Por verificar

Sistemas de videovigilância: finalidade de proteção de pessoas e bens, limites às zonas captadas (sem a via pública nem o interior de frações) e informação aos titulares. O prazo de 30 dias de conservação das imagens vem do artigo 31.º, n.º 2, da Lei n.º 34/2013.

Texto integral por confirmar na fonte oficial.

Usado em: Deveres legais: registo de videovigilância.

Fonte oficial

Alojamento local (regime alterado)

Decreto-Lei n.º 128/2014, de 29 de agosto, na redação do Decreto-Lei n.º 76/2024, de 23 de outubro. Diploma na fonte oficial

Artigo 9.º: Alojamento local em frações: oposição do condomínio

Verificado em 3 de novembro de 2026

Na redação do Decreto-Lei n.º 76/2024: a assembleia de condóminos pode opor-se ao exercício da atividade de alojamento local numa fração, por deliberação fundamentada de mais de metade da permilagem do edifício, com comunicação ao presidente da câmara municipal, que decide.

Texto do artigo
Artigo 9.º Cancelamento do registo 1 - O presidente da câmara municipal territorialmente competente, com faculdade de delegação nos vereadores e nos dirigentes dos serviços municipais, pode determinar, precedido de audiência prévia, nos termos do Código do Procedimento Administrativo, o cancelamento do registo do respetivo estabelecimento nas seguintes condições: a) Quando exista qualquer desconformidade em relação a informação ou documento constante do registo; b) No caso de instalação de novo alojamento local em violação de áreas de contenção estabelecidas nos termos do artigo 15.º-A, após a respetiva definição; c) Por violação dos requisitos estabelecidos nos artigos 11.º a 17.º; d) Verificando-se a inexistência do seguro obrigatório válido ou a falta de envio da informação e comprovativo previstos no n.º 7 do artigo 13.º-A; e) Quando se verifique a prática reiterada e comprovada de atos que perturbem a normal utilização do prédio urbano, nos casos em que não se efetive o arquivamento do procedimento mediante a aceitação de compromissos e condições, a que se refere o n.º 12; f) Em áreas de contenção, quando se verifique que na modalidade de alojamento local onde foi instalado o estabelecimento, foram celebrados contratos de arrendamento urbano para habitação permanente nos dois anos anteriores à entrega do pedido de comunicação prévia com prazo, em violação do regulamento municipal aplicável. 2 - No caso de a atividade de alojamento local ser exercida numa fração autónoma de edifício, ou parte de prédio suscetível de utilização independente, a assembleia de condóminos pode opor-se ao exercício da atividade de alojamento local na referida fração, através de deliberação fundamentada aprovada por mais de metade da permilagem do edifício, com fundamento na prática reiterada e comprovada de atos que perturbem a normal utilização do prédio, bem como de atos que causem incómodo e afetem o descanso dos condóminos, solicitando, para o efeito, uma decisão do presidente da câmara municipal territorialmente competente, nos termos dos números seguintes. 3 - (Revogado.) 4 - Uma vez recebida a deliberação da assembleia de condóminos aprovada nos termos do disposto no n.º 2, o presidente da câmara municipal pode ordenar a realização do procedimento previsto nos n.os 12 e 13. 5 - O presidente da câmara municipal territorialmente competente, com faculdade de delegação nos vereadores e nos dirigentes dos serviços municipais, decide sobre o pedido de cancelamento bem como sobre outras medidas que lhe sejam propostas em relatório final do procedimento de cancelamento. 6 - O cancelamento do registo determina a imediata cessação da exploração do estabelecimento, sem prejuízo do direito de audiência prévia. 7 - Nos casos em que o município verifique que o estabelecimento é explorado sem registo para o efeito, comunica o facto à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) para os devidos efeitos, sem prejuízo das ações imediatas que possa, desde logo, tomar. 8 - A cessação de exploração implica: a) O cancelamento do registo do estabelecimento, se a este tiver havido lugar; b) Quando esteja em causa o cancelamento nos termos do n.º 2, a impossibilidade de o imóvel em questão ser explorado como alojamento local, independentemente da respetiva entidade, por um período fixado na decisão, que não pode exceder cinco anos. 9 - O cancelamento do registo deve ser imediatamente comunicado pela câmara municipal territorialmente competente ao Turismo de Portugal, I. P., e à ASAE, competindo ao primeiro proceder à comunicação às plataformas eletrónicas que disponibilizem, divulguem ou comercializem alojamento de que o registo do estabelecimento foi cancelado. 10 - A assembleia de condóminos pode determinar, por deliberação aprovada por maioria dos votos representativos do capital investido, que os estabelecimentos de alojamento local disponham de um número de contacto telefónico permanente de emergência, o qual deve ser facultado aos demais condóminos. 11 - Os titulares de estabelecimentos de alojamento local instalados em frações autónomas de edifício constituído em propriedade horizontal devem afixar em local bem visível no interior dos seus estabelecimentos uma sinalética com os horários previstos no Regulamento Geral do Ruído, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 9/2007, de 17 de janeiro. 12 - Em alternativa ao cancelamento do registo do estabelecimento, o presidente da câmara municipal pode convidar os intervenientes à obtenção de um acordo, acompanhado, quando exista, por um provedor do alojamento local, com vista ao arquivamento do procedimento mediante a aceitação de compromissos e condições. 13 - O procedimento referido no número anterior deve estar concluído no prazo máximo de 60 dias, com aprovação de relatório final, e conter as soluções e propostas de medidas a adotar, ou a conclusão de inviabilidade de acordo, com vista a decisão final do órgão competente.

Usado em: Deveres legais: alojamento local, Guia: alojamento local.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 6.º-B: Alojamento local: proibição no regulamento do condomínio

Verificado em 3 de novembro de 2026

Na redação do Decreto-Lei n.º 76/2024: o título constitutivo, o regulamento de condomínio ou uma deliberação posterior da assembleia podem proibir o alojamento local nas frações; a deliberação que cria ou altera o regulamento com esse fim exige dois terços da permilagem do prédio e só se aplica aos pedidos de registo submetidos depois dela (n.ºs 4 e 5).

Texto do artigo
Artigo 6.º-B Utilizações válidas e compatíveis com alojamento local 1 - Para efeitos da alínea a) do n.º 1 do artigo 6.º, são utilizações válidas as que venham a ser assim definidas em regulamento municipal. 2 - Na ausência da previsão em regulamento municipal referida no número anterior, são admissíveis as utilizações estabelecidas pela câmara municipal territorialmente competente, com faculdade de delegação no presidente da câmara municipal e de subdelegação nos vereadores e nos dirigentes dos serviços municipais, como sendo compatíveis com o exercício da atividade de alojamento local, nomeadamente os usos autorizados pelo Decreto-Lei n.º 555/99, de 16 de dezembro, na sua redação atual, ou outros usos que o município venha a considerar como conciliáveis com o exercício dessa atividade. 3 - As disposições regulamentares e autorizações previstas nos números anteriores devem considerar que: a) Na modalidade quartos, apenas se admite o uso habitacional; b) Nas modalidades de moradia e de apartamento, a admissibilidade de uso não habitacional depende do cumprimento dos requisitos estabelecidos no presente decreto-lei; c) Na modalidade estabelecimentos de hospedagem, incluindo aqueles que utilizarem a denominação hostels, a câmara municipal pode prever usos diferentes do habitacional em função da modalidade de alojamento e da capacidade do estabelecimento em conformidade com o disposto no artigo 15.º 4 - Sem prejuízo da eventual proibição do exercício da atividade de alojamento local no título constitutivo da propriedade horizontal ou em regulamento de condomínio que dele faça parte integrante, ou ainda através de deliberação posterior da assembleia de condóminos a aprovar nos termos do número seguinte, a instalação e exploração de estabelecimentos de alojamento local em fração autónoma não constitui uso diverso do fim a que é destinada, nos termos e para os efeitos do disposto na alínea c) do n.º 2 do artigo 1422.º do Código Civil, devendo coexistir no quadro dos usos urbanísticos dominantes admissíveis para a respetiva zona territorial, salvaguardando a harmonia e a coexistência das atividades que decorrem nas outras frações. 5 - A deliberação posterior de criação ou alteração do regulamento de condomínio, prevista no número anterior, com o objetivo de proibir o exercício da atividade do alojamento local, deve ser aprovada pela assembleia de condóminos por maioria representativa de dois terços da permilagem do prédio e produz efeitos para futuro, aplicando-se apenas aos pedidos de registo de alojamento local submetidos em data posterior à deliberação. Aditado pelo seguinte diploma: Decreto-Lei n.º 76/2024, de 23 de Outubro

Usado em: Guia: alojamento local, Guia: regulamento do condomínio.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 20.º-A: Alojamento local: contribuição adicional

Por verificar

O condomínio pode fixar o pagamento de uma contribuição adicional pelas frações em alojamento local, até ao limite de 30 % do valor anual da quota respetiva. A vigência deste artigo após o Decreto-Lei n.º 76/2024 está por confirmar.

Texto integral por confirmar na fonte oficial.

Usado em: Deveres legais: alojamento local.

Fonte oficial

Código do IRS

Decreto-Lei n.º 442-A/88, de 30 de novembro. Diploma na fonte oficial

Artigo 41.º: Deduções aos rendimentos prediais

Verificado em 20 de setembro de 2026

Aos rendimentos prediais deduzem-se os gastos efetivamente suportados e pagos pelo sujeito passivo, incluindo os encargos de condomínio. É a norma para que serve a declaração de encargos entregue ao condómino senhorio (Anexo F).

Texto do artigo
Artigo 41.º Deduções 1- Aos rendimentos brutos referidos no artigo 8.º deduzem-se, relativamente a cada prédio ou parte de prédio, todos os gastos efetivamente suportados e pagos pelo sujeito passivo para obter ou garantir tais rendimentos, incluindo os seguros de renda, com exceção dos gastos de natureza financeira, dos relativos a depreciações e dos relativos a mobiliário, eletrodomésticos e artigos de conforto ou decoração, bem como do adicional ao imposto municipal sobre imóvei. (Redação da Lei n.º 56/2023, de 6 de outubro) 2- No caso de fração autónoma de prédio em regime de propriedade horizontal, são dedutíveis, relativamente a cada fração ou parte de fração, outros encargos que, nos termos da lei, o condómino deva obrigatoriamente suportar e que sejam efetivamente pagos pelo sujeito passivo. 3- Caso o sujeito passivo detenha mais do que uma fração autónoma do mesmo prédio em regime de propriedade horizontal, os encargos referidos no número anterior são imputados de acordo com a permilagem atribuída a cada fração ou parte de fração no título constitutivo da propriedade horizontal. 4 - Caso o sujeito passivo arrende parte de prédio suscetível de utilização independente, os encargos referidos no número anterior são imputados de acordo com o respetivo valor patrimonial tributário ou, na falta deste, na proporção da área utilizável de tal parte na área total utilizável do prédio. 5- O imposto municipal sobre imóveis e o imposto do selo, pagos em determinado ano, apenas são dedutíveis quando respeitem a prédio ou parte de prédio cujo rendimento seja objeto de tributação nesse ano fiscal. 6 - Na sublocação, a diferença entre a renda recebida pelo sublocador e a renda paga por este não beneficia de qualquer dedução. 7 - Podem ainda ser deduzidos gastos suportados e pagos nos 24 meses anteriores ao início do arrendamento relativos a obras de conservação e manutenção do prédio, desde que entretanto o imóvel não tenha sido utilizado para outro fim que não o arrendamento. 8- Aos rendimentos prediais brutos decorrentes de contrato de arrendamento habitacional deduzem-se, até à sua concorrência, os gastos suportados pelo sujeito passivo com o pagamento de rendas de imóvel afeto à sua habitação própria e permanente, desde que reunidas as seguintes condições: a) O imóvel gerador dos rendimentos prediais tenha sido, anteriormente ao seu arrendamento, destinado a habitação própria e permanente do sujeito passivo ou do seu agregado familiar, comprovada através do respetivo domicílio fiscal, durante, pelo menos, 12 meses; b) O sujeito passivo tenha alterado a sua habitação própria e permanente, comprovada através do respetivo domicílio fiscal, para um local a distância superior a 100 km do local do imóvel gerador dos rendimentos prediais; c) Ambos os contratos de arrendamento estejam registados no Portal das Finanças da Autoridade Tributária e Aduaneira. ( Redação do Decreto- Lei n.º 57/2024, de 10 de setembro) 9- Os gastos referidos nos números anteriores devem ser documentalmente comprovados. (Anterior n.º 8.) ( Redação do Decreto- Lei n.º 57/2024, de 10 de setembro) Nota : consulte aqui o mesmo artigo na redação anterior à republicação do CIRS pela Lei n.º 82-E/2014, de 31 de dezembro.

Usado em: Declaração de encargos (IRS).

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 8.º: Rendimentos da categoria F

Por verificar

Rendimentos prediais: as rendas dos prédios rústicos, urbanos e mistos pagas ou colocadas à disposição dos respetivos titulares, incluindo a cessão de exploração de partes comuns de prédio em propriedade horizontal (n.º 2, alínea e)).

Texto integral por confirmar na fonte oficial.

Usado em: Deveres legais: declaração de rendimentos da categoria F.

Fonte oficial

Código do IVA

Decreto-Lei n.º 394-B/84, de 26 de dezembro. Diploma na fonte oficial

Artigo 52.º: Prazo de arquivo e conservação de livros, registos e documentos

Verificado em 20 de setembro de 2026

Fixa em dez anos o prazo de conservação dos livros, registos e documentos de suporte dos sujeitos passivos de IVA. O condomínio de habitação não é sujeito passivo; o Condie aplica o mesmo prazo por analogia aos documentos financeiros conservados após uma anonimização RGPD, com base no dever de guarda do administrador (artigo 1436.º, n.º 1, alínea n), do Código Civil, e artigo 1.º, n.º 5, do Decreto-Lei n.º 268/94).

Texto do artigo
Artigo 52.º Prazo de arquivo e conservação dos registos e documentos de suporte (Epígrafe alterada pelo D.L. nº 49/2025, de 27 de março, com entrada em vigor em 1 de julho de 2025) 1 - Os sujeitos passivos são obrigados a arquivar e conservar em boa ordem durante os 10 anos civis subsequentes todos os registos e respetivos documentos de suporte, incluindo, quando a contabilidade é estabelecida por meios informáticos, os relativos à análise, programação e execução dos tratamentos. (Redação do D.L. nº 49/2025, de 27 de março, com entrada em vigor em 1 de julho de 2025) 2 - Para os registos previstos no artigo 51.º e documentos anexos, o prazo de 10 anos referido no número anterior deve ser contado a partir da data em que for efetuada a última das regularizações previstas nos artigos 24.º e 25.º (Redação do D.L. nº 49/2025, de 27 de março, com entrada em vigor em 1 de julho de 2025) 3 - A regulamentação do arquivo dos registos e documentos de suporte consta de legislação especial. Redação do D.L. nº 49/2025, de 27 de março, com entrada em vigor em 1 de julho de 2025) 4 - (Revogado.) (pelo Decreto-Lei n.º 28/2019, de 15 de fevereiro) 5 - (Revogado.) (pelo Decreto-Lei n.º 28/2019, de 15 de fevereiro) 6 - (Revogado.) (pelo Decreto-Lei n.º 28/2019, de 15 de fevereiro) 7 - (Revogado.) (pelo Decreto-Lei n.º 28/2019, de 15 de fevereiro) Norma transitória: A redação conferida pelo D.L. nº 49/2025, de 27 de março, com entrada em vigor no dia 1 de julho de 2025, não prejudica a obrigação de arquivar e conservar em boa ordem os livros de registo, até ao final do prazo previsto no mesmo artigo.

Usado em: Retenção de documentos (RGPD).

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 9.º: Isenções nas operações internas

Verificado em 20 de setembro de 2026

Enumera as isenções de IVA nas operações internas. O n.º 21 isenta as prestações de serviços dos grupos autónomos de pessoas que exerçam atividade isenta aos seus membros, quando se limitem a exigir o reembolso exato da parte de cada um nas despesas comuns. Só releva para um condomínio que seja sujeito passivo; o condomínio de habitação não o é (não sujeição, código M99 no SAF-T), e a escolha entre não sujeição e isenção compete ao contabilista.

Texto do artigo
Artigo 9.º Isenções nas operações internas Estão isentas do imposto: 1) As prestações de serviços efetuadas no exercício das profissões de médico, odontologista, psicólogo, parteiro, enfermeiro e outras profissões paramédicas; (Redação da Lei n.º 2/2020, de 31 de março) 2) As prestações de serviços médicos e sanitários e as operações com elas estreitamente conexas efectuadas por estabelecimentos hospitalares, clínicas, dispensários e similares; 3) As prestações de serviços efetuadas no exercício da sua atividade por protésicos dentários bem como as transmissões de próteses dentárias efetuadas por dentistas e protésicos dentários; (Redação da Lei n.º 42/2016, de 28 de dezembro) 4) As transmissões de órgãos, sangue e leite humanos; 5) O transporte de doentes ou feridos em ambulâncias ou outros veículos apropriados efectuado por organismos devidamente autorizados; 6) As transmissões de bens e as prestações de serviços ligadas à segurança e assistência sociais e as transmissões de bens com elas conexas, efectuadas pelo sistema de segurança social, incluindo as instituições particulares de solidariedade social. Da mesma isenção beneficiam as pessoas físicas ou jurídicas que efectuem prestações de segurança ou assistência social por conta do respectivo sistema nacional, desde que não recebam em troca das mesmas qualquer contraprestação dos adquirentes dos bens ou destinatários dos serviços; 7) As prestações de serviços e as transmissões de bens estreitamente conexas, efetuadas no exercício da sua atividade habitual por creches, jardins-de-infância, centros de atividade de tempos livres, estabelecimentos para crianças e jovens desprovidos de meio familiar normal, lares residenciais, casas de trabalho, estabelecimentos para crianças e jovens deficientes, centros de reabilitação de inválidos, lares de idosos, centros de dia e centros de convívio para idosos, colónias de férias, albergues de juventude ou outros equipamentos sociais pertencentes a pessoas coletivas de direito público ou instituições particulares de solidariedade social ou cuja utilidade social seja, em qualquer caso, reconhecida pelas autoridades competentes, ainda que os serviços sejam prestados fora das suas instalações; (Redacção da Lei n.º 83-C/2013, de 31 de dezembro) 8) As prestações de serviços efectuadas por organismos sem finalidade lucrativa que explorem estabelecimentos ou instalações destinados à prática de actividades artísticas, desportivas, recreativas e de educação física a pessoas que pratiquem essas actividades; 9) As prestações de serviços que tenham por objecto o ensino, bem como as transmissões de bens e prestações de serviços conexas, como sejam o fornecimento de alojamento e alimentação, efectuadas por estabelecimentos integrados no Sistema Nacional de Educação ou reconhecidos como tendo fins análogos pelos ministérios competentes; 10) As prestações de serviços que tenham por objecto a formação profissional, bem como as transmissões de bens e prestações de serviços conexas, como sejam o fornecimento de alojamento, alimentação e material didáctico, efectuadas por organismos de direito público ou por entidades reconhecidas como tendo competência nos domínios da formação e reabilitação profissionais pelos ministérios competentes; 11) As prestações de serviços que consistam em lições ministradas sobre matérias do ensino escolar ou superior; (Redação da Lei n.º 82/2023, de 29 de dezembro) 12) As locações de livros e outras publicações, partituras musicais, discos, bandas magnéticas e outros suportes de cultura e, em geral, as prestações de serviços e transmissões de bens com aquelas estreitamente conexas, desde que efectuadas por organismos sem finalidade lucrativa; 13) As prestações de serviços que consistam em proporcionar a visita, guiada ou não, a bibliotecas, arquivos, museus, galerias de arte, castelos, palácios, monumentos, parques, perímetros florestais, jardins botânicos, zoológicos e semelhantes, pertencentes ao Estado, outras pessoas coletivas de direito público ou organismos sem finalidade lucrativa, desde que efetuadas única e exclusivamente por intermédio dos seus próprios agentes. A presente isenção abrange também as transmissões de bens estreitamente conexas com as prestações de serviços referidas; (Redação da Lei n.º 83-C/2013, de 31 de dezembro) 14) As prestações de serviços e as transmissões de bens com elas conexas, efectuadas por pessoas colectivas de direito público e organismos sem finalidade lucrativa, relativas a congressos, colóquios, conferências, seminários, cursos e manifestações análogas de natureza científica, cultural, educativa ou técnica; 15) As prestações de serviços efectuadas aos respectivos promotores: a) Por actores, chefes de orquestra, músicos e outros artistas, actuando quer individualmente quer integrados em conjuntos, para a execução de espectáculos teatrais, cinematográficos, coreográficos, musicais, de music-hall, de circo e outros, para a realização de filmes, e para a edição de discos e de outros suportes de som ou imagem; b) Por desportistas e artistas tauromáquicos, actuando quer individualmente quer integrados em grupos, em competições desportivas e espectáculos tauromáquicos; 16) A transmissão do direito de autor ou de direitos conexos e a autorização para a utilização da obra intelectual ou prestação, definidas no Código dos Direitos de Autor e dos Direitos Conexos, quando efetuadas pelos próprios titulares, seus herdeiros ou legatários, ou ainda por terceiros, por conta deles, ainda que o titular do direito seja pessoa coletiva, incluindo a consignação ou afetação, imposta por lei, dos montantes recebidos pelas respetivas entidades de gestão coletiva, a fins sociais, culturais e de investigação e divulgação dos direitos de autor e direitos conexos; (Redação da Lei n.º 7-A/2016 de 30 de março) 17) A transmissão de exemplares de qualquer obra literária, científica, técnica ou artística editada sob forma bibliográfica pelo autor, quando efectuada por este, seus herdeiros ou legatários, ou ainda por terceiros, por conta deles, salvo quando o autor for pessoa colectiva; 18) A cedência de pessoal por instituições religiosas ou filosóficas para a realização de actividades isentas nos termos deste diploma ou para fins de assistência espiritual; 19) As prestações de serviços e as transmissões de bens com elas conexas efectuadas no interesse colectivo dos seus associados por organismos sem finalidade lucrativa, desde que esses organismos prossigam objectivos de natureza política, sindical, religiosa, humanitária, filantrópica, recreativa, desportiva, cultural, cívica ou de representação de interesses económicos e a única contraprestação seja uma quota fixada nos termos dos estatutos; 20) As transmissões de bens e as prestações de serviços efectuadas por entidades cujas actividades habituais se encontram isentas nos termos dos n.os 2), 6), 7), 8), 9), 10), 12), 13), 14) e 19) deste artigo, aquando de manifestações ocasionais destinadas à angariação de fundos em seu proveito exclusivo, desde que esta isenção não provoque distorções de concorrência; 21) As prestações de serviços fornecidas aos seus membros por grupos autónomos de pessoas que exerçam uma actividade isenta, desde que tais serviços sejam directamente necessários ao exercício da actividade e os grupos se limitem a exigir dos seus membros o reembolso exacto da parte que lhes incumbe nas despesas comuns, desde que, porém, esta isenção não seja susceptível de provocar distorções de concorrência; 22) Para efeitos do disposto no número anterior considera-se que os membros do grupo autónomo ainda exercem uma actividade isenta, desde que a percentagem de dedução determinada nos termos do artigo 23.º não seja superior a 10 %; 23) As prestações de serviços e as transmissões de bens conexas efectuadas pelos serviços públicos postais, com excepção das telecomunicações; 24) As transmissões, pelo seu valor facial, de selos do correio em circulação ou de valores selados, e bem assim as respectivas comissões de venda; 25) (Revogado pela Lei n.º 82-D/2014, de 31 de dezembro) 26) As prestações de serviços efectuadas por empresas funerárias e de cremação, bem como as transmissões de bens acessórias aos mesmos serviços; 27) As operações seguintes: (Redação da Declaração de Rectificação nº 44-A/2008, de 13 de agosto) a) A concessão e a negociação de créditos, sob qualquer forma, compreendendo operações de desconto e redesconto, bem como a sua administração ou gestão efectuada por quem os concedeu; (Redação da Declaração de Rectificação nº 44-A/2008, de 13 de agosto) b) A negociação e a prestação de fianças, avales, cauções e outras garantias, bem como a administração ou gestão de garantias de créditos efectuada por quem os concedeu; (Redação da Declaração de Rectificação nº 44-A/2008, de 13 de agosto) c) As operações, compreendendo a negociação, relativas a depósitos de fundos, contas correntes, pagamentos, transferências, recebimentos, cheques, efeitos de comércio e afins, com excepção das operações de simples cobrança de dívidas; (Redação da Declaração de Rectificação nº 44-A/2008, de 13 de agosto) d) As operações, incluindo a negociação, que tenham por objecto divisas, notas bancárias e moedas, que sejam meios legais de pagamento, com excepção das moedas e notas que não sejam normalmente utilizadas como tal, ou que tenham interesse numismático; (Redação da Declaração de Rectificação nº 44-A/2008, de 13 de agosto) e) As operações e serviços, incluindo a negociação, mas com exclusão da simples guarda e administração ou gestão, relativos a acções, outras participações em sociedades ou associações, obrigações e demais títulos, com exclusão dos títulos representativos de mercadorias e dos títulos representativos de operações sobre bens imóveis quando efectuadas por um prazo inferior a 20 anos; (Redação da Declaração de Rectificação nº 44-A/2008, de 13 de agosto) f) Os serviços e operações relativos à colocação, tomada e compra firmes de emissões de títulos públicos ou privados; (Redação da Declaração de Rectificação nº 44-A/2008, de 13 de agosto) g) A administração ou gestão de fundos de investimento; (Redação da Declaração de Rectificação nº 44-A/2008, de 13 de agosto) 28) As operações de seguro e resseguro, bem como as prestações de serviços conexas efectuadas pelos corretores e intermediários de seguro; (Redação da Declaração de Rectificação nº 44-A/2008, de 13 de agosto) 29) A locação de bens imóveis. Esta isenção não abrange: (Redação da Declaração de Rectificação nº 44-A/2008, de 13 de agosto) a) As prestações de serviços de alojamento, efectuadas no âmbito da actividade hoteleira ou de outras com funções análogas, incluindo parques de campismo; b) A locação de áreas para recolha ou estacionamento colectivo de veículos; c) A locação de máquinas e outros equipamentos de instalação fixa, bem como qualquer outra locação de bens imóveis de que resulte a transferência onerosa da exploração de estabelecimento comercial ou industrial; d) A locação de cofres-fortes; e) A locação de espaços para exposições ou publicidade; 30) As operações sujeitas a imposto municipal sobre as transmissões onerosas de imóveis; (Redação da Declaração de Rectificação nº 44-A/2008, de 13 de agosto) 31) A lotaria da Santa Casa da Misericórdia, as apostas mútuas, o bingo, os sorteios e as lotarias instantâneas devidamente autorizados, bem como as respectivas comissões e todas as actividades sujeitas a impostos especiais sobre o jogo; (Redação da Declaração de Rectificação nº 44-A/2008, de 13 de agosto) 32) As transmissões de bens afectos exclusivamente a uma actividade isenta, quando não tenham sido objecto do direito à dedução e bem assim as transmissões de bens cuja aquisição ou afectação tenha sido feita com exclusão do direito à dedução nos termos do n.º 1 do artigo 21.º; (Redação da Declaração de Rectificação nº 44-A/2008, de 13 de agosto) 33) (Revogada.) (Redação da Lei n.º 66-B/2012, de 31 de dezembro, a vigorar a partiir de 1/04/2013) 34) As prestações de serviços efectuadas por cooperativas que, não sendo de produção agrícola, desenvolvam uma actividade de prestação de serviços aos seus associados agricultores; (Redação da Declaração de Rectificação nº 44-A/2008, de 13 de agosto) 35) As prestações de serviços a seguir indicadas quando levadas a cabo por organismos sem finalidade lucrativa que sejam associações de cultura e recreio: (Redação da Declaração de Rectificação nº 44-A/2008, de 13 de agosto) a) Cedência de bandas de música; (Redação da Declaração de Rectificação nº 44-A/2008, de 13 de agosto) b) Sessões de teatro; (Redação da Declaração de Rectificação nº 44-A/2008, de 13 de agosto) c) Ensino de ballet e de música; (Redação da Declaração de Rectificação nº 44-A/2008, de 13 de agosto) 36) Os serviços de alimentação e bebidas fornecidos pelas entidades patronais aos seus empregados; (Redação da Declaração de Rectificação nº 44-A/2008, de 13 de agosto) 37) As actividades das empresas públicas de rádio e televisão que não tenham carácter comercial. (Redação da Declaração de Rectificação nº 44-A/2008, de 13 de agosto) 38) As prestações de serviços efetuadas por intérprete de língua gestual portuguesa. (Redação da Lei n.º 2/2020, de 31 de março) 39) As prestações de serviços previstas no n.º 13, bem como as previstas na verba 2.32 da lista i anexa ao Código do IVA, quando efetuadas a título gratuito, a pessoas que acompanhem outras com grau de incapacidade permanente, devidamente comprovado mediante atestado médico de incapacidade multiúso emitido nos termos da legislação aplicável, igual ou superior a 60 %, e das quais dependam para a respetiva visita. (Redação da Lei n.º 82/2023, de 29 de dezembro)

Usado em: SAF-T (motivo de isenção).

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 16.º: Valor tributável nas operações internas

Verificado em 20 de setembro de 2026

Define o valor tributável das transmissões de bens e prestações de serviços. O n.º 6, alínea a), exclui do valor tributável os juros pelo pagamento diferido da contraprestação e as indemnizações declaradas judicialmente por incumprimento. É a razão pela qual os juros de mora sobre quotas ficam fora do IVA mesmo num condomínio que seja sujeito passivo.

Texto do artigo
Artigo 16.º Valor tributável nas operações internas 1 - Sem prejuízo do disposto nos n.ºs 2 e 10, o valor tributável das transmissões de bens e das prestações de serviços sujeitas a imposto é o valor da contraprestação obtida ou a obter do adquirente, do destinatário ou de um terceiro . (Redacção dada pelo artigo 119.º da Lei n.º 64-B/2011, de 30 de Dezembro) 2 - Nos casos das transmissões de bens e das prestações de serviços a seguir enumeradas, o valor tributável é: a) Para as operações referidas na alínea d) do n.º 3 do artigo 3.º, o valor constante da factura a emitir nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 38.º; b) Para as operações referidas nas alíneas f) e g) do n.º 3 do artigo 3.º, o preço de aquisição dos bens ou de bens similares, ou, na sua falta, o preço de custo, reportados ao momento da realização das operações; c) Para as operações referidas nas alíneas a) e b) do n.º 2 do artigo 4.º, o valor normal do serviço, definido no n.º 4 do presente artigo; d) Para as transmissões de bens e prestações de serviços resultantes de actos de autoridades públicas, a indemnização ou qualquer outra forma de compensação; e) Para as transmissões de bens entre o comitente e o comissário ou entre o comissário e o comitente, respectivamente, o preço de venda acordado pelo comissário, diminuído da comissão, e o preço de compra acordado pelo comissário, aumentado da comissão; f) Para as transmissões de bens em segunda mão, de objectos de arte, de colecção ou antiguidades, efectuadas de acordo com o disposto em legislação especial, a diferença, devidamente justificada, entre o preço de venda e o preço de compra; g) Para as transmissões de bens resultantes de actos de arrematação ou venda judicial ou administrativa, de conciliação ou de contratos de transacção, o valor por que as arrematações ou vendas tiverem sido efectuadas ou, se for caso disso, o valor normal dos bens transmitidos; h) Para as operações resultantes de um contrato de locação financeira, o valor da renda recebida ou a receber do locatário. 3 - Nos casos em que a contraprestação não seja definida, no todo ou em parte, em dinheiro, o valor tributável é o montante recebido ou a receber, acrescido do valor normal dos bens ou serviços dados em troca. 4 - Para efeitos do imposto sobre o valor acrescentado, entende-se por valor normal de um bem ou serviço: a) O preço, aumentado dos elementos referidos no n.º 5, na medida em que nele não estejam incluídos, que um adquirente ou destinatário, no estádio de comercialização em que é efectuada a operação e em condições normais de concorrência, teria de pagar a um fornecedor ou prestador independente, no tempo e lugar em que é efectuada a operação ou no tempo e lugar mais próximos, para obter o bem ou o serviço ou um bem ou serviço similar; b) Na falta de bem similar, o valor normal não pode ser inferior ao preço de aquisição do bem ou, na sua falta, ao preço de custo, reportados ao momento em que a transmissão de bens se realiza; c) Na falta de serviço similar, o valor normal não pode ser inferior ao custo suportado pelo sujeito passivo na execução da prestação de serviços. 5 - O valor tributável das transmissões de bens e das prestações de serviços sujeitas a imposto, inclui: a) Os impostos, direitos, taxas e outras imposições, com excepção do próprio imposto sobre o valor acrescentado; b) As despesas acessórias debitadas, como sejam as respeitantes a comissões, embalagem, transporte, seguros e publicidade efectuadas por conta do cliente; c) As subvenções directamente conexas com o preço de cada operação, considerando como tais as que são estabelecidas em função do número de unidades transmitidas ou do volume dos serviços prestados e sejam fixadas anteriormente à realização das operações. 6 - Do valor tributável referido no número anterior são excluídos: a) Os juros pelo pagamento diferido da contraprestação e as quantias recebidas a título de indemnização declarada judicialmente, por incumprimento total ou parcial de obrigações; b) Os descontos, abatimentos e bónus concedidos; c) As quantias pagas em nome e por conta do adquirente dos bens ou do destinatário dos serviços, registadas pelo sujeito passivo em contas de terceiros apropriadas; d) As quantias respeitantes a embalagens, desde que as mesmas não tenham sido efetivamente transacionadas e da fatura constem os elementos referidos na parte final da alínea b) do n.º 5 do artigo 36.º. (Redacção do D.L.nº 197/2012, de 24 de Agosto, com entrada em vigor em 1 de Janeiro de 2013) 7 - Em legislação especial é regulamentado o apuramento do imposto quando o valor tributável for determinado de harmonia com o disposto na alínea f) do n.º 2. 8 - Quando os elementos necessários à determinação do valor tributável sejam expressos em moeda diferente da moeda nacional, a taxa de câmbio a utilizar é a última divulgada pelo Banco Central Europeu ou a de venda praticada por qualquer banco estabelecido no território nacional .(Redacção do D.L.nº 197/2012, de 24 de Agosto, com entrada em vigor em 1 de Janeiro de 2013) 9 - Para os efeitos previstos no número anterior, os sujeitos passivos podem ainda optar entre considerar a taxa do dia em que se verificou a exigibilidade do imposto ou a do 1.º dia útil do respectivo mês. 10 - O disposto no n.º 1 não tem aplicação nas transmissões de bens ou prestações de serviços efectuadas por sujeitos passivos que tenham relações especiais, nos termos do n.º 4 do artigo 63.º do Código do IRC, com os respectivos adquirentes ou destinatários, independentemente de estes serem ou não sujeitos passivos, caso em que o valor tributável é o valor normal determinado nos termos do n.º 4, quando se verifique qualquer uma das seguintes situações: (O n.º 10 foi aditado pelo artigo 119.º da Lei n.º 64-B/2011, de 30 de Dezembro) a) A contraprestação seja inferior ao valor normal e o adquirente ou destinatário não tenha direito a deduzir integralmente o imposto; b) A contraprestação seja inferior ao valor normal e o transmitente dos bens ou o prestador dos serviços não tenha direito a deduzir integralmente o imposto e a operação esteja isenta ao abrigo do artigo 9.º; c) A contraprestação seja superior ao valor normal e o transmitente dos bens ou o prestador dos serviços não tenha direito a deduzir integralmente o IVA. 11 - A derrogação prevista no número anterior não será aplicada sempre que seja feita prova de que a diferença entre a contraprestação e o valor normal não se deve à existência de uma relação especial entre o sujeito passivo e o adquirente dos bens ou serviços. (aditado pelo artigo 119.º da Lei n.º 64-B/2011, de 30 de Dezembro) 12 - Para efeitos do n.º 10, consideram-se ainda relações especiais as relações estabelecidas entre um empregador e um empregado, a família deste ou qualquer pessoa com ele estreitamente relacionada. (aditado pelo artigo 119.º da Lei n.º 64-B/2011, de 30 de Dezembro) 13 - Em relação a vales de finalidade múltipla, sem prejuízo do disposto no n.º 1, o valor tributável da transmissão de bens ou prestação de serviços a que o vale diz respeito é constituído pela contraprestação paga, quando da cessão do vale, pelo adquirente, pelo destinatário ou por um terceiro em seu lugar, deduzido do montante do imposto devido por essa transmissão de bens ou prestação de serviços. (aditado pela Lei n.º 71/2018, de 31 de dezembro) 14 - Quando o transmitente dos bens ou prestador dos serviços não tenha sido o próprio cedente do vale de finalidade múltipla e não lhe seja possível aceder a informação segura acerca da contraprestação referida no número anterior, sem prejuízo do disposto no n.º 1, o valor tributável da transmissão de bens ou prestação de serviços a que o vale diz respeito é constituído pelo valor monetário indicado no próprio vale ou resultante de informação contratual relacionada, deduzido do montante do imposto devido por essa transmissão de bens ou prestação de serviços. (aditado pela Lei n.º 71/2018, de 31 de dezembro) 15 - No caso previsto no número anterior, não havendo indicação no próprio vale do respetivo valor monetário, nem resultando este de informação contratual relacionada, o valor tributável da transmissão de bens ou prestação de serviços a que o vale diz respeito é determinado nos termos do n.º 4. (aditado pela Lei n.º 71/2018, de 31 de dezembro) Nota : As alterações introduzidas pela Lei n.º 71/2018, de 31 de dezembro aplicam-se aos vales emitidos a partir de 1 de janeiro de 2019, sem prejuízo da aplicação aos vales emitidos antes dessa data das regras comuns que já decorram da disciplina geral do IVA.

Usado em: Juros de mora (não sujeição a IVA), Recibos.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Regime da mobilidade elétrica

Decreto-Lei n.º 93/2025, de 14 de agosto. Diploma na fonte oficial

Artigo 23.º: Pontos de carregamento de veículos elétricos em edifícios existentes

Lido no texto oficial em 3 de novembro de 2026

Qualquer condómino pode instalar um ponto de carregamento a expensas próprias no seu lugar de estacionamento, cumprindo as regras técnicas da portaria, com comunicação escrita à administração com 30 dias de antecedência; a oposição fundamentada decide-se em 30 dias por maioria simples (n.º 4), consta da ata e é comunicada aos ausentes em 15 dias; o condomínio pode em alternativa instalar um ponto partilhado em 90 dias.

Texto integral por confirmar na fonte oficial.

Usado em: Tabela de maiorias, Guia: carregador de veículo elétrico.

Fonte oficial

Regras técnicas dos pontos de carregamento de veículos elétricos em edifícios

Portaria n.º 128/2026/1, de 26 de março. Diploma na fonte oficial

Artigo 1.º: Regras técnicas e potência mínima dos pontos de carregamento

Lido no texto oficial em 3 de novembro de 2026

Regras técnicas a que obedece a instalação de pontos de carregamento em edifícios (artigos 1.º e 3.º) e requisitos do instalador (artigo 4.º), ao abrigo do artigo 22.º do Decreto-Lei n.º 93/2025.

Texto integral por confirmar na fonte oficial.

Usado em: Guia: carregador de veículo elétrico (minuta).

Fonte oficial

Organização e funcionamento do Sistema Elétrico Nacional (autoconsumo)

Decreto-Lei n.º 15/2022, de 14 de janeiro. Diploma na fonte oficial

Artigo 85.º: Unidade de produção para autoconsumo em partes comuns de edifício

Verificado em 20 de setembro de 2026

O condómino que pretenda instalar uma UPAC numa parte comum não afeta ao seu uso exclusivo comunica-o à administração do condomínio com 60 dias de antecedência, acompanhado do projeto (n.º 2); a assembleia pode opor-se, de forma fundamentada, no prazo de 20 dias (n.º 4) e o silêncio vale como título para a ocupação (n.º 6); regula ainda a ocupação de partes comuns por dois ou mais consumidores para autoconsumo coletivo.

Texto do artigo
Artigo 85.º Instalação de unidade de produção para autoconsumo em partes comuns de edifício 1 - O registo para instalação de UPAC em nome de condomínios, no âmbito da atividade de ACC, bem como o eventual recurso a financiamento pelo condomínio e respetivas condições, seguem o regime previsto nos artigos 1425.º e 1426.º do Código Civil, aprovado em anexo ao Decreto-Lei n.º 47344, de 25 de novembro de 1966, na sua redação atual. 2 - No caso de autoconsumidor, que seja proprietário, arrendatário ou detentor que, no âmbito da atividade em ACI, pretenda a instalação de UPAC em parte comum de edifício não afeta ao seu uso exclusivo, deve proceder a comunicação prévia à administração do condomínio com uma antecedência de pelo menos 60 dias sobre a data pretendida para a instalação e ao proprietário quando aplicável. 3 - A comunicação prévia referida no número anterior contém todas as informações necessárias ao conhecimento do projeto. 4 - A administração do condomínio ou o proprietário, quando aplicável, podem opor-se à instalação de UPAC em parte comum do edifício, no prazo de 20 dias a contar da receção da comunicação prévia: a) Quando a instalação da UPAC prejudique a linha arquitetónica do edifício; b) Quando o dimensionamento da UPAC restrinja de forma desproporcional os direitos de outros condóminos; c) Quando a dimensão ou localização da UPAC impeça ou dificulte significativamente o acesso a outros equipamentos; d) Quando a instalação da UPAC coloque em risco a segurança de pessoas e bens. 5 - Da oposição da administração do condomínio cabe recurso para a assembleia de condomínio, a convocar no menor prazo possível, nunca superior a 30 dias após solicitação da sua realização. 6 - Na omissão de resposta da administração do condomínio, ou do proprietário quando aplicável, a comunicação prévia é título bastante para a ocupação da parte comum do edifício. 7 - O desmantelamento de UPAC instalada em parte comum do edifício é precedida de comunicação prévia à administração do condomínio e ao proprietário quando aplicável, com uma antecedência de pelo menos 60 dias sobre a data pretendida para o desmantelamento. 8 - O desmantelamento de UPAC assegura a reposição da parte comum do edifício em que se encontrava instalado às suas condições originais. 9 - O disposto no presente artigo é aplicável, com as necessárias adaptações, à ocupação, por dois ou mais consumidores, de parte comum de edifício não afeta ao seu uso exclusivo, com vista à instalação de UPAC para ACC.

Usado em: Guia: maiorias e quóruns, Guia: painéis solares (instalação de UPAC).

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Autoconsumo coletivo de energia renovável

Decreto-Lei n.º 130/2026, de 29 de junho. Diploma na fonte oficial

Artigo 1.º: Autoconsumo coletivo: regulamento interno

Por verificar

Princípios do autoconsumo coletivo (participação voluntária, critérios de partilha transparentes) e regulamento interno a carregar na plataforma em três meses após a entrada em funcionamento da UPAC; em vigor desde 28 de agosto de 2026.

Texto integral por confirmar na fonte oficial.

Usado em: Guia: maiorias e quóruns.

Fonte oficial

Taxa dos juros legais

Portaria n.º 291/2003, de 8 de abril. Diploma na fonte oficial

Artigo único: Taxa dos juros legais (4 %)

Por verificar

Fixa em 4 % ao ano a taxa dos juros legais e dos juros estipulados sem determinação de taxa, para os efeitos dos artigos 559.º e 806.º do Código Civil. É a taxa por defeito dos juros de mora sobre quotas em atraso.

Texto integral por confirmar na fonte oficial.

Usado em: Juros de mora, Aviso de penalização, Cartas de cobrança.

Fonte oficial

Ofício-Circulado n.º 30111/2009 da Direção de Serviços do IVA (condomínios)

Ofício-Circulado n.º 30111/2009, de 28 de maio. Diploma na fonte oficial

Ofício-Circulado n.º 30111/2009, de 28 de maio: Condomínios de habitação e IVA

Por verificar

Entendimento da Autoridade Tributária: um condomínio de habitação que apenas administra as partes comuns não é sujeito passivo de IVA e as quotas não são operações tributáveis. Os juros de mora ficam fora do valor tributável por força do artigo 16.º, n.º 6, alínea a), do Código do IVA; o ofício nada diz sobre eles.

Texto integral por confirmar na fonte oficial.

Usado em: Recibos (não sujeição a IVA), Declaração de encargos.

Fonte oficial

Manutenção e inspeção de ascensores, monta-cargas, escadas mecânicas e tapetes rolantes

Decreto-Lei n.º 320/2002, de 28 de dezembro. Diploma na fonte oficial

Artigo 8.º: Periodicidade das inspeções de ascensores

Por verificar

Fixa a periodicidade das inspeções periódicas dos ascensores conforme o tipo de edifício (leitura secundária, não confirmada no texto: dois anos em edifícios que recebem público, quatro anos em edifícios mistos ou de habitação com mais de 32 fogos ou mais de oito pisos, seis anos nos restantes; depois, de dois em dois anos). A confirmar antes de constar de um plano de verificação.

Texto integral por confirmar na fonte oficial.

Usado em: Planos de verificação (ascensores).

Fonte oficial

Registo Central do Beneficiário Efetivo (RCBE)

Lei n.º 89/2017, de 21 de agosto. Diploma na fonte oficial

Artigo 4.º: Registo Central do Beneficiário Efetivo: condomínios excluídos

Verificado em 20 de setembro de 2026

Os condomínios estão excluídos do RCBE quando o valor patrimonial global do edifício, incluindo as partes comuns, não excede 2 000 000 euros ou, excedendo-o, nenhum titular (ou contitulares, ou beneficiário efetivo nos termos da Lei n.º 83/2017) detém uma permilagem superior a 50 % (alínea h)). Um condomínio só fica sujeito quando as duas condições se verificam ao mesmo tempo: valor patrimonial acima de 2 000 000 euros e um único titular com mais de 50 % da permilagem. A leitura cumulativa está a ser confirmada com advogado.

Texto do artigo
Artigo 4.º Exclusão do âmbito de aplicação Excluem-se do âmbito de aplicação do presente regime: a) As missões diplomáticas e consulares, bem como os organismos internacionais de natureza pública reconhecidos ao abrigo de convénio internacional de que o Estado Português seja parte, instituídos ou com acordo sede em Portugal; b) Os serviços e as entidades dos subsetores da administração central, regional ou local do Estado; c) As entidades administrativas independentes, designadamente, as que têm funções de regulação da atividade económica dos setores privado, público e cooperativo, abrangidas pela Lei n.º 67/2013, de 28 de agosto, alterada pela Lei n.º 12/2017, de 2 de maio, bem como as que funcionam junto da Assembleia da República; d) O Banco de Portugal e a Entidade Reguladora para a Comunicação Social; e) As ordens profissionais; f) As sociedades com ações admitidas à negociação em mercado regulamentado, sujeitas a requisitos de divulgação de informações consentâneos com o direito da União Europeia ou sujeitas a normas internacionais equivalentes, que garantam suficiente transparência das informações relativas à titularidade das ações, bem como as suas representações permanentes; g) Os consórcios e os agrupamentos complementares de empresas; h) Os condomínios, quanto a edifícios ou a conjuntos de edifícios que se encontrem constituídos em propriedade horizontal cujo valor patrimonial global, incluindo as partes comuns e tal como determinado nos termos das normas tributárias aplicáveis, não exceda o montante de 2 000 000 (euro), ou excedendo, não seja detida uma permilagem superior a 50 /prct. por um único titular, por contitulares ou por pessoa ou pessoas singulares que, de acordo com os índices e critérios de controlo previstos na Lei n.º 83/2017, de 18 de agosto, se devam considerar seus beneficiários efetivos; i) As massas insolventes; j) As heranças jacentes e as heranças indivisas.

Usado em: Guia: deveres do administrador.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Artigo 15.º: RCBE: confirmação anual da informação

Verificado em 20 de setembro de 2026

As entidades sujeitas ao RCBE confirmam anualmente a exatidão da informação, por declaração até 31 de dezembro (n.º 1); a confirmação é dispensada quando houve uma atualização no mesmo ano civil sem facto posterior que a altere (n.º 3).

Texto do artigo
Artigo 15.º Confirmação anual da informação 1 - A confirmação da exatidão, suficiência e atualidade da informação constante do RCBE é feita através de declaração anual, nos termos previstos no n.º 1 do artigo 11.º, até ao dia 31 de dezembro. 2 - As entidades que devam apresentar a Informação Empresarial Simplificada podem efetuar a confirmação da exatidão, suficiência e atualidade da informação constante do RCBE aquando daquela apresentação. 3 - A confirmação anual é dispensada sempre que a entidade tenha, em momento anterior do mesmo ano civil, efetuado uma atualização da informação e não tenha ocorrido facto que determine a alteração da informação constante do RCBE.

Usado em: Guia: deveres do administrador.

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Atualização do indexante dos apoios sociais (IAS) para 2026

Portaria n.º 480-A/2025/1, de 30 de dezembro. Diploma na fonte oficial

Artigo 1.º: IAS de 2026: 537,13 euros

Por verificar

Fixa em 537,13 euros o valor do indexante dos apoios sociais para 2026. É o limiar do artigo 6.º, n.º 5, do Decreto-Lei n.º 268/94: quando a dívida de um condómino iguala ou excede o IAS do ano, o administrador deve instaurar a ação em 90 dias a contar do primeiro incumprimento, salvo deliberação em contrário.

Texto integral por confirmar na fonte oficial.

Usado em: Morosidade (limiar do dever de ação).

Fonte oficial

Regulamento técnico das instalações de gás em edifícios

Portaria n.º 424/2025/1, de 27 de novembro. Diploma na fonte oficial

Artigo 1.º: Regulamento técnico das instalações de gás em edifícios

Por verificar

Aprova o regulamento técnico das instalações de gás em edifícios que substitui o regime da Portaria n.º 361/98, para efeitos das regras técnicas a que o artigo 21.º do Decreto-Lei n.º 97/2017 se refere; em vigor desde 25 de fevereiro de 2026.

Texto integral por confirmar na fonte oficial.

Usado em: Planos de verificação (inspeções).

Fonte oficial

Regulamento eIDAS (identificação eletrónica e serviços de confiança)

Regulamento (UE) n.º 910/2014, de 23 de julho. Diploma na fonte oficial

Artigo 25.º: Efeitos jurídicos das assinaturas eletrónicas

Por verificar

Não podem ser negados efeitos jurídicos nem admissibilidade como prova a uma assinatura eletrónica pelo simples facto de se apresentar em formato eletrónico ou de não ser qualificada (n.º 1); a assinatura eletrónica qualificada tem efeito equivalente à manuscrita (n.º 2).

Texto integral por confirmar na fonte oficial.

Usado em: Assinatura da ata no portal.

Fonte oficial

Desempenho energético dos edifícios e Sistema de Certificação Energética (SCE)

Decreto-Lei n.º 101-D/2020, de 7 de dezembro. Diploma na fonte oficial

Artigo 18.º: Certificação energética: edifícios e frações abrangidos

Por verificar

O certificado energético é exigido aos edifícios novos e aos sujeitos a grande renovação, aos edifícios de comércio e serviços, aos edifícios públicos com mais de 250 m2 e, para os restantes, no momento da venda, dação em cumprimento, locação ou trespasse de um edifício ou fração (n.º 1), com as exceções do n.º 2. As partes comuns de um edifício de habitação não têm, enquanto tal, um dever de certificação: a obrigação é de cada fração, na sua venda ou arrendamento. Lido no Diário da República (não publicado na PGDL).

Texto integral por confirmar na fonte oficial.

Usado em: Conformidade (certificado energético, nota informativa).

Fonte oficial

Regime geral de proteção de denunciantes de infrações

Lei n.º 93/2021, de 20 de dezembro. Diploma na fonte oficial

Artigo 20.º: Conservação das denúncias

Verificado em 20 de setembro de 2026

As entidades obrigadas conservam o registo das denúncias recebidas durante, pelo menos, cinco anos e, independentemente desse prazo, enquanto durar um processo judicial ou administrativo referente à denúncia (n.º 1). É o prazo aplicado ao canal de denúncias do condomínio.

Texto do artigo
Artigo 20.º Conservação de denúncias 1 - As entidades obrigadas e as autoridades competentes responsáveis por receber e tratar denúncias ao abrigo da presente lei devem manter um registo das denúncias recebidas e conservá-las, pelo menos, durante o período de cinco anos e, independentemente desse prazo, durante a pendência de processos judiciais ou administrativos referentes à denúncia. 2 - O disposto no número anterior não prejudica as regras de conservação arquivística dos tribunais judiciais e dos tribunais administrativos e fiscais. 3 - As denúncias apresentadas verbalmente, através de linha telefónica com gravação ou outro sistema de mensagem de voz gravada, são registadas, obtido o consentimento do denunciante, mediante: a) Gravação da comunicação em suporte duradouro e recuperável; ou b) Transcrição completa e exata da comunicação. 4 - Caso o canal de denúncia verbal usado não permita a sua gravação, as entidades obrigadas e as autoridades competentes lavram uma ata fidedigna da comunicação. 5 - Caso a denúncia seja apresentada em reunião presencial, as entidades obrigadas e as autoridades competentes asseguram, obtido o consentimento do denunciante, o registo da reunião mediante: a) Gravação da comunicação em suporte duradouro e recuperável; ou b) Ata fidedigna. 6 - Nos casos referidos nos n.os 3 a 5, as entidades obrigadas e as autoridades competentes permitem ao denunciante ver, retificar e aprovar a transcrição ou ata da comunicação ou da reunião, assinando-a. CAPÍTULO III Medidas de protecção

Usado em: Canal de denúncias (retenção), Acordo de subcontratação (modelo).

Fonte oficialTexto consolidado (PGDL)

Processamento de faturas e conservação de livros e registos dos sujeitos passivos de IVA

Decreto-Lei n.º 28/2019, de 15 de fevereiro. Diploma na fonte oficial

Artigo 4.º: Utilização obrigatória de programa de faturação certificado

Por verificar

Obriga os sujeitos passivos de IVA a emitir faturas através de programa certificado quando, entre outros casos, o volume de negócios do ano anterior excede 50 000 euros, usam programas de faturação ou têm contabilidade organizada. Só vincula sujeitos passivos: um condomínio de habitação não o é, pelo que a certificação (modo IX) só releva para um condomínio que o seja. Texto de 2019 lido; redação atual a confirmar.

Texto integral por confirmar na fonte oficial.

Usado em: SAF-T, Prontidão fiscal (modo IX).

Fonte oficial

Regulamento das Custas Processuais

Decreto-Lei n.º 34/2008, de 26 de fevereiro (Regulamento das Custas Processuais). Diploma na fonte oficial

Artigo 26.º: Custas de parte

Por verificar

As custas de parte compreendem o que cada parte gastou com o processo e tem direito a receber da parte vencida, incluindo a compensação pelos honorários do mandatário dentro do limite fixado no regulamento. É o regime a que uma carta de cobrança se pode referir quando anuncia a recuperação de custos judiciais; os custos extrajudiciais só com regulamento ou deliberação. Artigo não lido na íntegra; por confirmar com advogado.

Texto integral por confirmar na fonte oficial.

Usado em: Cartas de cobrança (custas de parte), Notificação de injunção.

Fonte oficial

Resolução alternativa de litígios de consumo

Lei n.º 144/2015, de 8 de setembro. Diploma na fonte oficial

Artigo 18.º: Dever de informação sobre a resolução alternativa de litígios

Por verificar

Os fornecedores de bens ou prestadores de serviços informam os consumidores das entidades de resolução alternativa de litígios de consumo a que estão vinculados ou a que podem recorrer. É o dever a que a página de resolução de litígios do Condie responde. Artigo por confirmar no texto consolidado.

Texto integral por confirmar na fonte oficial.

Usado em: Resolução de litígios (documentos legais).

Fonte oficial

Como esta página é mantida

O texto de cada artigo foi lido na versão consolidada da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, que reproduz o Diário da República artigo a artigo, e guardado com uma impressão digital (SHA-256). Uma rotina semanal volta a ler cada artigo, calcula a mesma impressão digital e compara. Se forem diferentes, a equipa recebe um aviso com o texto antigo e o novo, e nada muda nos documentos até uma pessoa confirmar a nova redação. Uma fonte inacessível nunca é tratada como alteração.

Fontes

Verificado em 10 de outubro de 2026. Informação geral, não substitui aconselhamento jurídico.

Perguntas frequentes

De onde vem o texto de cada artigo?

Da versão consolidada publicada pela Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, que reproduz o texto do Diário da República artigo a artigo. Cada entrada liga à página oficial do Diário da República (ou ao Jornal Oficial da União Europeia, no caso do RGPD) e à página onde o texto foi lido.

O que significa "Verificado em"?

A data em que o texto foi lido na fonte e comparado com o que está publicado aqui. Todas as segundas-feiras uma rotina volta a ler cada artigo e compara-o com a versão guardada. Se houver diferença, a entrada passa a assinalar uma alteração pendente até uma pessoa confirmar o novo texto.

O que significa "Lido no texto oficial"?

Que o artigo foi lido no texto publicado no Diário da República, na data indicada, mas não existe uma fonte que permita a verificação automática semanal. A ligação abre esse texto oficial; o texto integral não é reproduzido aqui.

O que significa "Por verificar"?

Que a disposição é citada pelo Condie mas ainda não foi possível ler o texto numa fonte pública que permita a verificação automática. O resumo e a ligação oficial estão presentes; o texto integral não é publicado enquanto não for lido na fonte.

Esta página substitui aconselhamento jurídico?

Não. A página reproduz a lei em vigor tal como está publicada e resume, em linguagem corrente, o que cada disposição determina. A aplicação a um caso concreto depende do título constitutivo, do regulamento e das deliberações de cada condomínio.